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Este Ferrari FF é único no mundo por um detalhe

Carro esportivo Ferrari azul escuro em ambiente interno, com rodas prata e freios amarelos.

Ferrari FF 2013 com V12 naturalmente aspirado: um exemplar que já nasce especial

Para muita gente, topar com qualquer modelo da Ferrari já é um acontecimento - e isso fica ainda mais marcante quando o carro traz um V12 naturalmente aspirado de som melodioso, caso deste Ferrari FF 2013.

A história por trás: John Elkann, Stellantis, Gianni Agnelli e a época da FIAT SpA

Só que este Ferrari guarda particularidades que fogem totalmente do esperado e ajudam a colocá-lo no campo do raro - talvez até do único. O primeiro detalhe é a origem do pedido: ele foi encomendado por John Elkann, hoje presidente da Stellantis e neto de Gianni Agnelli. Naquele período, Elkann era presidente da FIAT SpA, grupo do qual a Ferrari ainda fazia parte.

Especificação sob medida do Ferrari FF: “Nuovo Blu” por fora e por dentro

A exclusividade continua no acabamento. Toda a carroceria recebeu a pintura em um tom especial chamado “Nuovo Blu”, e o interior segue a mesma linha, praticamente no mesmo azul, criando um conjunto extremamente coerente e incomum.

Ainda assim, o ponto mais raro deste Ferrari FF não está na cor - e sim no que foi escolhido para revestir a cabine.

O detalhe que torna este Ferrari FF único: interior quase todo em tecido

O que realmente diferencia este carro é o interior revestido quase por completo em tecido. Em vez do tradicional acabamento em couro, típico desse tipo de veículo, Elkann decidiu seguir por um caminho bem diferente e pouco visto em uma Ferrari.

Essa escolha costuma ser associada a “versões de entrada” em outros carros, mas aqui assume outro status: vira um sinal de personalização e de gosto específico - algo que, justamente por ser improvável nesse segmento, acaba aumentando o caráter singular do exemplar.

Nos últimos anos, vale lembrar, o tecido também vem ganhando espaço em interiores automotivos como alternativa mais sustentável ao couro, principalmente por reduzir o uso de materiais de origem animal e, em alguns casos, facilitar processos de fabricação com menor impacto ambiental.

Além da questão de sustentabilidade, há um aspecto prático que costuma ser discutido por colecionadores: tecidos podem oferecer uma sensação térmica mais agradável em dias quentes e, dependendo da trama e do tratamento, podem resistir bem ao uso. Por outro lado, exigem cuidado na limpeza para evitar manchas e desgaste - especialmente em um carro de coleção com especificação tão fora do padrão.

Leilão em Paris no dia 28, com apenas 10.037 km

Agora, este Ferrari FF será colocado à venda em leilão no dia 28 deste mês, em Paris. E o hodômetro marca somente 10.037 km rodados, o que reforça ainda mais o apelo do carro para quem busca um exemplar pouco usado - e, neste caso, com uma configuração difícil de ver novamente.

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