Uma técnica que pode render muito dinheiro.
Desde a lei Eckert, em vigor desde 2017, contas bancárias consideradas inativas passam a seguir um roteiro bem definido: se o titular estiver vivo, a inatividade por 10 anos obriga o banco a transferir os valores para a Caixa de Depósitos e Consignações; se o titular tiver falecido, o prazo cai para 3 anos. Depois disso, passadas duas décadas, o montante que não for reclamado é repassado ao Estado. Para os cofres públicos, é um excelente negócio: € 640,7 milhões já foram incorporados por esse mecanismo.
Como hoje há cerca de € 8 bilhões ainda à espera de resgate, é fundamental que quem tem direito a esse dinheiro faça a consulta antes que o prazo termine. Conforme destacou o site RMC Conso, existe um jeito bem simples de verificar: a plataforma Ciclade, disponibilizada há nove anos.
O dinheiro não fica parado
A consulta é direta: basta informar nome, sobrenome, data de nascimento e nacionalidade, confirmar e pronto. Segundo a reportagem citada, desde 2017 já foram recuperados por esse canal € 1,2 bilhão. Em média, cada pessoa recebe € 943, mas houve caso em que o valor a resgatar chegava a € 2,3 milhões.
Os números mostram que a situação é muito mais comum do que parece. Em 2025, foram feitos 174 mil pagamentos, totalizando € 164,4 milhões, e a quantidade de beneficiários dobrou em comparação ao ano anterior.
Ainda assim, os cerca de € 8 bilhões que continuam aguardando solicitação reforçam a importância de divulgar a existência do portal. Enquanto os titulares (ou seus herdeiros) não pedem o resgate, a Caixa de Depósitos e Consignações utiliza esses recursos para financiar missões de interesse geral, mantendo também liquidez suficiente para atender às solicitações quando elas chegam.
Como usar a plataforma Ciclade para resgatar valores de contas inativas
Além de consultar, o processo de solicitação tende a ser descomplicado: após localizar um possível valor, a plataforma orienta o envio das informações e documentos necessários para comprovar o direito ao recebimento. Em situações de herança, por exemplo, pode ser exigida documentação que demonstre a relação com o titular e a condição de beneficiário, o que ajuda a evitar fraudes e acelera a análise.
Também vale adotar medidas para não cair nesse tipo de situação no futuro: manter dados cadastrais actualizados no banco, movimentar a conta periodicamente e guardar comprovantes de abertura e de aplicações antigas pode evitar que uma poupança ou investimento seja classificado como “abandonado” sem que o titular perceba.
Uma simplificação que evita perdas
Facilitar esse caminho é uma óptima notícia. Afinal, a imprensa frequentemente relata casos de poupadores que descobrem tarde demais que perderam dinheiro por conta de contas inativas ou simplesmente esquecidas.
Em uma matéria anterior, foi mencionado o exemplo de um idoso de 80 e poucos anos que descobriu que os € 52 mil aplicados em uma conta havia mais de 30 anos tinham sido transferidos ao Estado.
Tomara que estas informações ajudem você a recuperar o que é seu por direito. Você já conhecia a plataforma Ciclade e já chegou a utilizá-la? Se quiser, conte a sua experiência nos comentários.
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