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Lamborghini Huracán estava a caminho dos 300 000 km quando o motor desistiu

Carro esportivo Lamborghini Huracán EVO verde em exposição em ambiente interno.

Há gente que precisa encarar muitos quilômetros de carro todos os dias. Quando essa é a realidade, quase sempre a decisão vai para um veículo confortável, confiável e econômico. Só que, neste caso, a opção foi bem diferente: um Lamborghini Huracán Evo, um supercarro com motor 5.2 V10.

Lançado nas ruas em agosto de 2019, esse modelo saído de Sant’Agata Bolognese já acumula 225.376 km rodados. Na prática, dá para dizer sem exagero que ele está longe de ser uma “rainha de garagem” - ele foi feito para andar, e vem sendo usado como tal.

As informações conhecidas até agora foram divulgadas a partir de postagens na rede social X, pelo perfil Mileage Impossible, que acompanha casos improváveis de alta quilometragem em carros fora do padrão. Pelo histórico, o Huracán Evo tem sido usado todos os dias desde zero. Fazendo a conta, isso representa quase 40 mil km por ano.

Lamborghini Huracán Evo: uso diário e 225.376 km em um supercarro V10

É um ritmo chamativo e raro para um carro desse tipo, especialmente por envolver trânsito, estrada, calor, chuva e toda a rotina que muitos supercarros simplesmente não enfrentam. Essa quilometragem também ajuda a derrubar a ideia de que modelos assim precisam viver guardados - quando bem cuidados, podem ser usados com muito mais frequência do que se imagina.

Acontece que, aos 225 mil quilômetros, o lado mais duro dessa escolha apareceu. Uma avaria (ainda sem detalhamento público) deve deixar o Huracán parado por algumas semanas.

Lamborghini Huracán Evo 5.2 V10 com 225.376 km no hodômetro.

O carro foi usado diariamente desde novo, em agosto de 2019.

Motor e câmbio ainda eram os originais, mas infelizmente o motor parou exatamente aos 225.376 km.
pic.twitter.com/J0ZEc2ci4Y

Vale lembrar que, em um supercarro de alta performance, o desgaste não depende apenas de quilometragem: conta muito o tipo de uso (cidade ou estrada), a qualidade do combustível, a frequência das trocas de óleo e filtros, além da atenção com itens como arrefecimento, pneus e freios. Mesmo sem detalhes sobre a falha, é natural que um conjunto mecânico tão exigente peça manutenção mais pesada ao longo de centenas de milhares de quilômetros.

Também chama atenção o impacto financeiro e logístico de manter um Huracán como carro de todo dia: revisões, peças e mão de obra especializada não seguem a lógica de um automóvel comum. Ainda assim, o caso mostra que, com disciplina de manutenção e uso consistente, até um V10 aspirado pode acumular quilometragem respeitável antes de exigir intervenções maiores.

Agora, só resta torcer para que ele volte logo às ruas - e siga provando, na prática, que carro foi feito para rodar, não para ficar trancado na garagem.

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