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Volante do Jaguar GT divide opiniões, assim como o carro em si

Carro esportivo Jaguar GT verde metálico estacionado em salão moderno com carregador elétrico ao fundo.

Já se falou bastante sobre a nova fase da Jaguar. A marca britânica decidiu virar a página e fez uma pausa planejada - entra em 2026 sem nenhum modelo novo nas lojas - para retornar completamente reposicionada, com uma identidade diferente e oferta 100% elétrica.

O primeiro sinal dessa mudança veio com o concept Type 00, e o modelo de produção vem sendo mostrado aos poucos. Por enquanto chamado de Jaguar GT, o sedã elétrico com mais de 1.000 cv, que já vimos de perto como passageiro, será revelado no verão.

As especificações finais ainda não foram fechadas, mas a marca acaba de mostrar um pouco mais ao abrir a cortina sobre alguns detalhes da cabine.

Se restava alguma dúvida sobre a direção da Jaguar, ela desaparece ao olhar para a cabine deste novo GT. O desenho rompe de vez com o que associamos à marca britânica: no lugar de superfícies clássicas e elegantes, há um ambiente coerente com o exterior, dominado por linhas retas, formas geométricas e uma proposta claramente mais futurista.

O volante talvez seja o item mais chamativo. Ele traz raios horizontais largos que abrigam comandos hápticos ou sensíveis ao toque. É uma solução que reforça o minimalismo do conjunto, mas também levanta dúvidas sobre ergonomia. Não por acaso, várias montadoras estão voltando aos comandos físicos pelo mesmo motivo.

Também as hastes atrás do volante fogem ao padrão. São duas alavancas grandes e angulares, responsáveis pelas funções habituais de iluminação, limpador de para-brisa e seleção de marcha.

Pelo pouco que dá para ver, o restante do painel segue a mesma filosofia minimalista. Ele é dominado por uma tela curva que reúne o quadro de instrumentos e o sistema de infoentretenimento, acompanhada por uma pequena tela central, que pode ficar dedicada apenas ao ar-condicionado.

A Jaguar parece seguir a tendência de digitalização total da cabine, adotando uma abordagem que privilegia minimalismo e tecnologia, mas que pode dividir opiniões quanto à usabilidade. Será que vai convencer os clientes da marca ou atrair um público novo?

Resta agora entender se essa aposta, tão diferente do que era típico na Jaguar, consegue conquistar uma nova clientela para a marca, que passará a mirar faixas bem mais altas do mercado.

E mais?

Sob a camuflagem dos protótipos, o novo GT da marca britânica esconde um conjunto com três motores elétricos - um no eixo dianteiro e dois no traseiro -, entregando mais de 735 kW (1.000 cv) e se tornando o Jaguar de rua mais potente de todos os tempos.

Ele vai usar a nova plataforma Jaguar Electrified Architecture (JEA), exclusiva para veículos elétricos, com arquitetura de 800 V. Na prática, isso significa que deve ser possível recuperar cerca de 320 km de autonomia em apenas 15 minutos. A autonomia máxima deve chegar perto dos 700 km (WLTP), graças à enorme bateria de aproximadamente 120 kWh.

Ainda no campo técnico, o Jaguar GT terá direção nas quatro rodas, suspensão a ar dinâmica e novos amortecedores ativos de válvula dupla.

Em contagem decrescente

Tudo indica que o novo Jaguar GT elétrico será mostrado ao mundo já neste verão, com as entregas começando no início de 2027.

E, como o posicionamento subiu para o universo do luxo, o preço deve acompanhar essa virada, com estimativa de chegar ao mercado por cerca de 150 mil euros.

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