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Repressão à IPTV ilegal ganha força na Europa, com a Grécia na linha de frente

Mesa redonda com laptop, smartphone, dispositivos eletrônicos e duas pessoas com uniformes de polícia à beira-mar.

A ofensiva contra plataformas ilegais de IPTV está se intensificando em vários países europeus. O caso mais recente vem da Grécia, que aprovou há pouco tempo uma lei para combater a pirataria online. Assim que a norma entrou em vigor, as autoridades passaram a agir contra revendedores e usuários desses serviços.

Grécia endurece a fiscalização contra IPTV pirata e mira intermediários

O site especializado TorrentFreak informa que, no início de setembro, um homem natural de Esparta foi processado e multado em um valor que pode chegar a 6 mil euros por dois crimes relacionados à pirataria de IPTV.

Esse proprietário de café foi detido no próprio local de trabalho, diante dos clientes. Segundo a publicação, há a possibilidade de que denúncias feitas por concorrentes, alegando “concorrência desleal”, tenham desencadeado a ação policial.

Nos bastidores, esse tipo de medida mostra que as autoridades não estão mirando apenas as grandes redes internacionais, que muitas vezes operam além das fronteiras e são mais difíceis de desmantelar. A estratégia tem sido, cada vez mais, atingir os intermediários e os profissionais que ajudam a ampliar a circulação dessas ofertas clandestinas.

Vale lembrar que o consumidor também entra nessa equação. Embora muitos enxerguem esses serviços como uma alternativa barata, o uso de IPTV pirata pode trazer consequências práticas imediatas, como interrupções repentinas no acesso, além de expor o usuário a golpes, perda de pagamento e outras formas de fraude digital.

Clientes também entram na mira das autoridades

A situação não parou por aí. Em 19 de novembro, a Diretoria de Processos por Cibercriminalidade desencadeou uma operação em Santorini, ilha do arquipélago das Cíclades. Um homem de 48 anos foi preso e, segundo as investigações, ele atuaria como revendedor de uma grande rede local.

De acordo com as informações divulgadas, ele cobrava 50 euros por assinaturas de 3 meses e 100 euros por 6 meses para o acesso ao serviço ilegal. A prisão teve forte repercussão, e a imprensa regional relatou que centenas de usuários, em hotéis, cafés e residências, perderam o acesso à televisão logo em seguida.

Em outros países europeus, a pressão também já está chegando diretamente aos consumidores desses serviços ilegais. Na Itália, o presidente-executivo da Série A, Luigi de Siervo, já havia alertado no ano passado:

Talvez ainda não esteja claro que multas de 150 a 5.000 euros logo começarão a ser aplicadas. Como qualquer multa, essa é uma etapa que gostaríamos de evitar, mas que se tornou necessária, especialmente porque quem faz negócios ilegais faz com que usuários desavisados acreditem que não correm risco algum.

Ainda assim, a batalha está longe de terminar. Estudos recentes indicam que a IPTV e outros serviços ilegais continuam extremamente populares. Na França, o número impressionante de 9 milhões de assinaturas de IPTV pode ser ultrapassado até o fim do ano. Há mais detalhes sobre esse tema em nosso artigo anterior.

Você acha que a repressão à IPTV ilegal na Europa está ficando cada vez mais dura? Conte para a gente nos comentários.

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