A partir do ano que vem, eles devem começar a operar normalmente.
No âmbito do orçamento de 2026, o governo incluiu um anexo que tem provocado forte repercussão. O motivo é claro: o documento menciona um projeto de modernização dos radares fixos, que em breve poderão autuar automaticamente novas infrações, “conforme as capacidades tecnológicas e a homologação necessária, em várias centenas de equipamentos”, detalha a Caradisiac.
O Estado aposta pesado nos radares fixos
Para isso, o governo pretende recorrer intensamente a inovações recentes, por meio da “apropriação de tecnologia ou de técnicas inovadoras, como a ampliação do uso da inteligência artificial para melhorar o desempenho do controle automatizado”.
Em termos práticos, três novas infrações passariam a ser identificadas: uso do celular ao volante, ausência do cinto de segurança e desrespeito à distância de segurança. O Executivo, aliás, demonstra disposição para investir forte nessa pauta e prevê um aporte de 46,3 milhões de euros para implantar essas autuações automáticas. Com isso, o número de radares fixos subiria para 4.160, ante os 4.000 atuais, com aparelhos capazes de distinguir essas infrações.
Radares fixos com IA: verdadeiras peças de tecnologia
Para lembrar, a Direção do Controle Automatizado (DCA) vem trabalhando recentemente nos radares do futuro dentro de um plano de modernização para 2026-2030. Para conseguir flagrar novas infrações, esses equipamentos precisariam ser verdadeiras joias tecnológicas. Eles incorporariam não apenas IA, mas também LiDAR, um laser que complementaria as câmeras para analisar todo o ambiente viário.
Na prática, a implementação desse tipo de sistema também exigirá uma fase rigorosa de testes, calibração e validação. Em um tema tão sensível quanto a fiscalização no trânsito, a transparência sobre o funcionamento dos equipamentos será decisiva para que os motoristas entendam o que está sendo monitorado e em quais condições a autuação pode ocorrer.
A chegada desses novos radares, no entanto, não deixa de gerar uma série de preocupações. Isso porque, embora possam registrar o interior de um veículo, eles representam uma ameaça à privacidade das pessoas. Será preciso, portanto, estabelecer salvaguardas específicas para evitar abusos.
Outra preocupação está na confiabilidade dos algoritmos. Também será necessário antecipar eventuais erros, que podem causar grandes transtornos aos motoristas. Mais informações sobre esse assunto em nosso artigo anterior. E você, o que acha dessa iniciativa adotada pelo governo? Não hesite em compartilhar sua opinião nos comentários.
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