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Grande teste de ervilha e cenoura 2026: Esta marca famosa teve péssimo resultado

Mulher jovem comparando produtos em embalagem e lata no corredor de supermercado com carrinho de compras.

No início de 2026, uma revista francesa de defesa do consumidor analisou dez produtos diferentes de ervilhas com cenoura, vendidos em conserva, em vidro e na seção de congelados. O resultado tende a surpreender muita gente que aposta nessa guarnição prática: uma marca tradicional ficou no último lugar da avaliação, enquanto algumas versões congeladas tiveram desempenho bem melhor e quase parecem uma atualização nutricional.

O que exatamente foi verificado no teste

Em março de 2026, a revista 60 Millions de consommateurs examinou ao todo 30 produtos de hortaliças, entre eles dez combinações de ervilhas e cenouras. A análise levou em conta três grandes blocos, que formaram a nota final:

  • Composição: fibras, sal, açúcar adicionado
  • Vitaminas e minerais: sobretudo vitamina C, vitamina A e oligoelementos
  • Resíduos de pesticidas: quantos princípios ativos diferentes puderam ser detectados

Cada um desses blocos entrou na nota final com um peso fixo: 30% para a composição básica, 40% para vitaminas e minerais, e 30% para pesticidas. Com isso, o retrato obtido não se apoia em sabor ou propaganda, mas em dados nutricionais mensuráveis.

Os produtos testados receberam notas que variaram de “muito bom” a “claramente decepcionante” - mesmo quando, na prateleira, pareciam equivalentes.

Mix de ervilhas e cenouras: rico em fibras, mas nem sempre ideal

Em um ponto, as misturas se saem bem de forma geral: ervilhas e cenouras oferecem uma quantidade relativamente alta de fibras. No teste, os valores ficaram entre 3,7 e 6,3 gramas de fibras por 100 gramas. Para a digestão e para uma sensação de saciedade mais duradoura, isso é um ponto positivo.

O cenário fica mais interessante quando o assunto são vitaminas. A análise mostrou uma diferença clara entre os formatos de venda:

  • Produtos congelados trazem, em média, quatro a cinco vezes mais vitamina C do que os enlatados ou os vendidos em vidro.
  • Vitamina A, que em tese é típica da cenoura, aparece com níveis surpreendentemente baixos em muitas marcas.

A vitamina C é sensível ao armazenamento e ao calor. Quando o vegetal é congelado rapidamente logo após a colheita, mais nutrientes são preservados. Já os produtos em conserva e em vidro costumam passar por um tratamento térmico mais intenso para durar mais tempo - o que explica a distância tão grande.

A pior marca no teste: Bonduelle em conserva

A última posição do ranking ficou com uma marca normalmente vista como sólida e consolidada nas gôndolas do supermercado: a conserva de ervilhas com cenoura da Bonduelle. No teste, ela chegou a apenas cerca de 8,9 pontos em 20 possíveis, ficando na lanterna.

A revista aponta dois motivos principais para isso:

  • Teor de sal relativamente alto: cerca de 0,8 grama de sal por 100 gramas pode parecer pouco, mas o consumo sobe rápido. Apenas 200 gramas desse acompanhamento já representam mais de 30% da recomendação diária de 5 gramas.
  • Recorde de resíduos de pesticidas: no produto analisado foram encontrados cinco resíduos diferentes de pesticidas - mais do que em qualquer outro produto de ervilhas com cenoura do teste.

Um produto de marca fica no fim da lista - apesar de respeitar os limites legais e de vir em uma embalagem aparentemente séria.

Segundo o teste, os limites máximos de resíduos de pesticidas fixados por lei não foram ultrapassados. Ainda assim, o número elevado de resíduos diferentes causa estranheza, sobretudo em uma marca conhecida que costuma apelar à tradição e à qualidade.

Quais alternativas se saíram bem melhor?

No outro extremo da escala estão as misturas congeladas, que em termos nutricionais jogam praticamente em outra categoria. Na liderança aparece a mistura congelada de ervilhas com cenoura da Maison Thiriet, com cerca de 18,2 pontos em 20 possíveis.

Essa versão se destaca por:

  • até 6,3 gramas de fibras por 100 gramas,
  • bons índices de minerais como cobre, ferro, manganês e fósforo,
  • teor de sal muito baixo.

Logo atrás vem a mistura congelada da Picard, que obteve cerca de 15,7 pontos em 20 no teste. Chama atenção principalmente o teor de vitaminas do complexo B e de vitamina C - uma vantagem da cadeia de congelamento, que preserva melhor os nutrientes.

Vidros, conservas e outras marcas no meio da tabela

Nem todos os produtos conservados tiveram desempenho ruim. Várias marcas ficaram em uma faixa intermediária consistente, com notas entre cerca de 12,2 e 14,1 em 20 pontos, entre elas:

  • vidros orgânicos da D’aucy e da Auchan,
  • conservas da Cassegrain,
  • produtos da marca própria Carrefour Classic’.

Aqui aparece um quadro misto: algumas versões trazem níveis relativamente altos de sal, mas vão bem nos minerais. Outras economizam em sal, porém perdem terreno nas vitaminas.

Como consumidores podem escolher melhor

Quem quiser fazer uma compra mais consciente na próxima ida ao mercado pode seguir algumas regras simples. O teste reúne delas várias recomendações úteis para o dia a dia.

  • Prefira vegetais congelados: sempre que possível, vale optar por misturas congeladas mais naturais. Elas costumam ter mais vitamina C e, em geral, menos sal, porque normalmente são vendidas sem tempero.
  • Enxágue rapidamente as conservas: escorrer e lavar por alguns segundos em água fria pode reduzir um pouco o teor de sal. Ao mesmo tempo, isso também diminui parte dos resíduos dissolvidos no líquido de conserva.
  • Verifique a lista de ingredientes: quanto menor, melhor. Misturas simples de ervilhas, cenouras, água e pouco sal costumam ser uma escolha mais acertada do que versões com açúcar adicionado, aromatizantes ou muitos aditivos.
  • Alterne os vegetais com frequência: ervilhas e cenouras são apenas uma parte do quadro. A revista recomenda chegar a cerca de 400 gramas de frutas e vegetais ao longo do dia, com uma seleção o mais variada possível.

Quem usa vegetais congelados, enxágua as conservas e troca de marca com frequência reduz a própria exposição e ainda melhora, sem esforço, o balanço de nutrientes.

Até que ponto os resíduos de pesticidas são preocupantes?

Muitos consumidores se assustam ao ver números como “cinco resíduos de pesticidas em um único produto”. Especialistas lembram que os limites legais já incluem margens de segurança. Eles são definidos para que, em condições normais, até pessoas mais sensíveis fiquem protegidas.

Ao mesmo tempo, há anos pesquisadoras e pesquisadores discutem os chamados “efeitos coquetel”. A questão é saber como vários resíduos diferentes, presentes em quantidades muito pequenas, podem agir no organismo ao longo do tempo. Os estudos ainda não oferecem uma resposta completa. Por isso, entidades de defesa do consumidor costumam recomendar, por precaução, reduzir a carga total de exposição, por exemplo:

  • consumindo mais vegetais orgânicos com maior frequência,
  • alternando grandes marcas e marcas próprias,
  • comprando vegetais de diferentes regiões ou áreas de cultivo.

Por que o teor de sal em vegetais prontos pesa tanto

O sal cria um problema duplo nas conservas: serve como realçador de sabor e também ajuda na conservação. Por isso, muitos fabricantes usam quantidades generosas. Para pessoas com pressão alta, doenças renais ou problemas cardíacos, isso pode ser delicado.

A recomendação de no máximo 5 gramas de sal por dia é ultrapassada com facilidade: pão, queijo, embutidos, pratos prontos, salgadinhos - e ainda uma guarnição de legumes salgados. Se um produto de ervilhas com cenoura já entrega 0,8 grama de sal por 100 gramas, uma porção generosa representa uma parte perceptível do total diário.

Uma alternativa prática é comprar misturas congeladas sem sal ou com tempero muito leve e, em casa, finalizar com ervas, um pouco de azeite, alho, pimenta ou noz-moscada. Assim, o sabor continua presente, mas o controle do sal fica com você.

Dicas para uma estratégia de vegetais que funcione no dia a dia

Quem não quer picar legumes frescos todos os dias pode conviver bem com uma combinação simples de produtos frescos, congelados e conservas ocasionais. Um modelo possível seria:

  • Vegetais congelados como padrão para preparos rápidos na frigideira, curris ou acompanhamentos.
  • Vegetais frescos quando houver tempo e oferta, por exemplo para saladas, crudités ou legumes assados.
  • Conservas como reserva para emergências, nos dias em que realmente não houver mais nada em casa.

Dessa forma, os pontos críticos do teste - sal, nutrientes e pesticidas - continuam sob controle. E quem já encontrou sua mistura favorita de ervilhas e cenouras pode conferir, com uma olhada rápida na tabela nutricional do supermercado, se o produto está mais perto do vencedor ou mais próximo da lanterna.

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