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Este esporte aquático pouco valorizado ajuda a queimar calorias e firmar a pele.

Mulher corrida na piscina segurando pesos, acompanhada por duas pessoas em aula de hidroginástica.

Quem pensa em emagrecer com esporte costuma imaginar corrida, academia ou treinos intervalados bem puxados. Mas, de forma discreta, ganhou espaço uma prática diferente, muito mais poupada para as articulações, exigente para o sistema cardiovascular e, segundo especialistas, capaz de atacar de maneira direcionada áreas teimosas como barriga, pernas, bumbum e celulite.

O que realmente está por trás da tendência da caminhada na água

Essa modalidade costuma aparecer como caminhada aquática: a pessoa anda no mar, no lago ou em uma piscina grande, com a água entre a altura do umbigo e das axilas. O mais comum é praticá-la em grupo, muitas vezes com roupa de neoprene e, às vezes, com calçados próprios para proteger os pés de pedras.

Este esporte aquático combina treino aeróbico, fortalecimento muscular e massagem linfática - e, ao mesmo tempo, alivia a carga sobre articulações e costas.

Como o corpo fica muito mais leve dentro da água, as forças que chegam aos joelhos e aos quadris diminuem bastante. De acordo com portais de esporte, na água a pessoa carrega apenas cerca de um décimo do seu peso habitual. É justamente isso que torna a prática tão interessante para quem está acima do peso, tem problemas no joelho ou quer voltar a se exercitar depois de uma lesão.

Por que a fama de “esporte de vovó” não faz sentido

À primeira vista, um grupo de pessoas com touca de banho andando na água não parece nada atlético. Essa impressão engana. O ponto decisivo é a velocidade. Quem se desloca com rapidez dentro da água enfrenta o tempo todo a resistência das ondas - e ela é muito maior do que o arrasto do ar em terra firme.

Quando o ritmo sobe, o exercício fica exigente e passa a cobrar principalmente estas regiões:

  • Coxas – cada passo precisa ser “puxado” contra a água
  • Músculos do bumbum – sustentam o corpo a cada impulso para frente
  • Barriga e tronco – mantêm o equilíbrio contra correnteza e ondulação
  • Costas – ajudam a conservar a postura ereta e dão suporte ao movimento

Ao mesmo tempo, o sistema cardiovascular trabalha forte: quem aumenta o esforço começa a respirar mais rápido - só que sem o impacto duro que existe ao correr no asfalto.

Como a caminhada na água ajuda a emagrecer

Federações esportivas e escolas de natação informam que, em uma caminhada intensa na água, é possível gastar cerca de 500 a 550 quilocalorias por hora - cálculo feito para uma pessoa de aproximadamente 70 quilos. Quem pesa mais costuma gastar um pouco mais.

Para que o corpo use principalmente as reservas de gordura, os treinadores recomendam permanecer na chamada zona aeróbica. Isso significa que a frequência cardíaca fica em torno de 60 a 70 por cento da frequência máxima.

Como referência prática, vale isto: você respira mais acelerado, mas ainda consegue conversar em frases completas - é aí que está a faixa ideal para a queima de gordura.

Na água, segundo escolas de natação, isso geralmente corresponde a um ritmo de cerca de 5 a 8 km/h. Pode não parecer veloz, mas, com a resistência da água, o esforço fica muito maior do que uma simples caminhada em terra.

Quanto tempo é preciso treinar para notar diferença?

Quem quer trabalhar especificamente os acúmulos de gordura deve, depois de um aquecimento curto, permanecer pelo menos 45 minutos na zona aeróbica. Muitos treinadores sugerem:

  • 10 a 15 minutos de aquecimento com caminhada leve e exercícios suaves
  • Depois, 45 minutos de caminhada acelerada na água
  • No final, 5 a 10 minutos de desaceleração e alongamento

Quem consegue seguir esse programa uma ou duas vezes por semana - combinado com uma alimentação razoavelmente equilibrada - pode reduzir medidas de forma perceptível. O número na balança nem sempre cai de maneira drástica, mas muita gente relata pernas mais firmes, barriga mais dura e postura melhor.

Ondas que massageiam: o que a prática faz contra a celulite

Um ganho extra importante está nos efeitos sobre o tecido conjuntivo. A água pressiona a pele a cada movimento, como uma massagem suave e contínua. Treinadores falam em uma espécie de “drenagem” natural, ou seja, um estímulo ao fluxo linfático e à circulação sanguínea.

A combinação entre trabalho muscular e pressão da água pode suavizar visivelmente as ondulações nas coxas e no bumbum, além de deixar a pele com aspecto mais uniforme.

Esse efeito não foi comprovado de forma rigorosa em grandes estudos, mas os relatos de quem pratica seguem uma linha parecida: após várias semanas de treino regular na água, muita gente descreve pele mais lisa, menos sensação de peso nas pernas e uma silhueta mais firme no geral.

Por que o treino na água é tão poupador para as articulações

A grande vantagem está no empuxo: articulações, ligamentos e coluna passam a suportar muito menos carga. As pancadas típicas da corrida desaparecem por completo. Isso torna a caminhada aquática interessante para:

  • pessoas com artrose no joelho ou no quadril
  • pessoas acima do peso que se sobrecarregam facilmente em terra
  • iniciantes que ficaram muito tempo sem atividade física
  • pacientes em reabilitação após determinados procedimentos ortopédicos, sempre com orientação médica

Mesmo assim, a modalidade exige bastante da musculatura, porque cada passo precisa vencer a resistência da água. Dessa forma, é possível desenvolver força e resistência sem correr o risco de problemas típicos como a dor no joelho de corredores.

Como começar no esporte aquático

Os locais mais indicados são trechos de litoral com ondas moderadas ou lagos com margem longa e de declive suave. Neles, dá para avançar aos poucos até chegar a uma profundidade em torno do peito. Em muitas regiões turísticas e, cada vez mais, também no Brasil, clubes e escolas de natação oferecem aulas em grupo.

Para iniciar, normalmente basta um equipamento simples:

  • maiô ou roupa de neoprene, conforme a temperatura da água
  • calçados antiderrapantes para proteger contra pedras, conchas ou superfícies escorregadias
  • luvas finas de neoprene, caso a água esteja fria
  • touca leve quando houver vento, para proteger as orelhas

Quem nada com pouca segurança ou não sabe avaliar bem a correnteza deve começar por um curso. Os treinadores cuidam da segurança, explicam a técnica e ajustam a intensidade de acordo com o condicionamento e o estado de saúde.

Com que frequência vale ir para a água?

De forma realista e útil, uma ou duas sessões por semana já fazem sentido. Quem conseguir aumentar a frequência pode chegar a três, mas deve dar ao corpo pelo menos um dia de descanso entre sessões intensas. O organismo precisa recuperar-se para que a musculatura cresça e o tecido conjuntivo se adapte.

Riscos, limites e para quem a prática não é a melhor opção

Por mais suave que pareça, nenhum esporte aquático está totalmente livre de riscos. Pessoas com doenças cardiovasculares, pressão alta importante ou problemas respiratórios devem buscar orientação médica antes de começar. O frio pode exigir bastante do sistema circulatório, e ondas e correntezas nem sempre são fáceis de avaliar.

Alguns cuidados que merecem atenção:

Aspecto O que observar
Clima e água Nada de tempestades, correntezas fortes ou ondas altas; atenção à temperatura da água
Saúde Em caso de problemas cardíacos, asma ou infecção aguda, procure um médico antes
Segurança Nunca entre sozinho em águas desconhecidas; o ideal é estar em grupo
Equipamento Calçados para proteger os pés e roupas quentes quando a água estiver fria

Quem não tolera bem frio extremo pode optar por piscinas externas aquecidas ou piscinas cobertas maiores. Em alguns lugares, já existem raias ou aulas em que caminhar na água é permitido explicitamente.

Como potencializar os resultados da caminhada na água

O efeito fica mais forte quando o esporte entra em conjunto com outros hábitos. Uma alimentação com boa quantidade de proteína e menos produtos ultraprocessados ajuda no ganho de massa muscular e facilita manter o déficit calórico. Caminhadas ou pedaladas leves nos outros dias mantêm o metabolismo ativo.

Muitos treinadores sugerem inserir intervalos: por exemplo, dois minutos andando bem rápido e depois um minuto em ritmo leve. Assim, a carga aumenta sem que a pessoa fique o tempo todo no limite. Quem já está em boa forma também pode acrescentar movimentos de braços ou pequenos saltos dentro da água para recrutar mais músculos ao mesmo tempo.

Para quem evita academias tradicionais ou sente dor rapidamente ao correr, esse esporte aquático pode ser uma alternativa surpreendentemente agradável. No primeiro contato, ele parece mais férias do que treino - mas, quando praticado com regularidade, mostra rápido que por trás da aparência tranquila existe um programa eficiente contra quilos a mais e marcas indesejadas na pele.

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