A próxima geração de supercarros da Lamborghini vai misturar hidrocarbonetos e elétrons - ou seja, terá soluções híbridas - e a marca já trabalha no seu primeiro carro totalmente elétrico. Por isso, é possível afirmar que a tecnologia elétrica será uma parte incontestável do futuro da fabricante.
Mesmo assim, a empresa de Sant’Agata Bolognese ainda mostra ceticismo, por enquanto, em relação à eletrificação total no universo dos supercarros.
Quem trouxe essa visão foi Rouven Mohr, diretor de tecnologia da Lamborghini, em declarações à Motor 1, durante as 24 Horas de Daytona.
De acordo com Mohr, a Lamborghini entende que “nos supercarros ainda não é a altura certa para a eletrificação total, nem será nos próximos cinco a seis anos”.
Na avaliação do executivo, um dos principais “problemas” de tornar supercarros 100% elétricos é o peso adicional, sobretudo por causa das baterias, em comparação com equivalentes equipados com motor a combustão interna.
Além disso, Mohr afirma que a Lamborghini “quer evitar que a performance dos seus supercarros esteja demasiado dependente da carga e temperatura das baterias”.
Híbridos da Lamborghini entregam o “melhor de dois mundos”
Rouven Mohr também declarou: “continuamos a acreditar que nos supercarros a melhor solução são os motores de combustão e os sistemas híbridos”.
Vale lembrar que, a partir de 2024, toda a linha da Lamborghini estará eletrificada de alguma forma.
O primeiro movimento nessa direção será a chegada do sucessor do Lamborghini Aventador. Com apresentação esperada ainda neste ano, ele será o primeiro híbrido plug-in da marca italiana.
Depois dele, virão o Urus PHEV - um modelo com tudo para virar um best seller - e o sucessor híbrido do Huracán (ainda não foi confirmado se será plug-in ou não).
Elétricos? Sim - mas a Lamborghini mira outros segmentos
Apesar da postura cautelosa quanto à eletrificação total dos supercarros, a Lamborghini já prepara seu primeiro modelo elétrico. Segundo Mohr, será um carro mais versátil, e não exclusivamente voltado para desempenho.
Os primeiros rumores indicam que o elétrico inaugural da Lamborghini deve usar a plataforma PPE, desenvolvida pela Audi e pela Porsche e, ao que tudo aponta, não será um SUV.
Em vez disso, a tendência é que ele se posicione como um GT 2+2. Ainda assim, o formato final permanece em aberto: será um crossover (mais baixo), um cupê ou um sedã, como o protótipo Estoque de 2008?
O fato é que o lançamento é esperado para a segunda metade da década (2027 ou 2028) e ele será o quarto modelo da gama, sem substituir diretamente nenhum carro da fabricante italiana.
Fonte: Motor 1
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