Pular para o conteúdo

Este queijo fresco italiano é mais saudável que ricota e mussarela.

Pessoa preparando salada com queijo fresco em cozinha moderna, utensílios e livro de receitas na bancada.

Pizza, massa, lasanha: quando a ideia é comer algo bem substancioso, muita gente recorre aos queijos italianos. Só que ricota, muçarela, burrata e companhia não pesam do mesmo jeito na conta de calorias, no controle de peso e na saúde do sistema cardiovascular. Uma especialista em nutrição de Paris comparou as variedades mais populares e apontou qual opção, no dia a dia, costuma ir muito melhor do que a fama sugere.

Por que queijo italiano não engorda automaticamente

Em muitos planos alimentares, queijo aparece na “lista vermelha”: gorduroso demais, salgado demais, calórico demais. Em parte isso é verdade - mas, especialmente entre os queijos italianos refrigerados, existem diferenças grandes de composição.

Na prática, três critérios são os que mais importam:

  • Teor de gordura em gramas por 100 g
  • Quantidade de proteína e o efeito de saciedade
  • Teor de sal e proporção de água

"Um queijo pode ter sabor cremoso, conter relativamente pouca gordura e ainda saciar bem - justamente essa combinação o torna interessante do ponto de vista da nutrição clínica."

A nutricionista ouvida recomenda não demonizar o queijo italiano de forma geral. A melhor estratégia é escolher, com intenção, os tipos que entregam muita proteína, gordura moderada e pouco sal.

Ricota: a favorita discreta entre profissionais de nutrição (queijos italianos)

Na comparação, a ricota aparece claramente na frente. Esse queijo fresco tem teor de gordura relativamente baixo, oferece uma boa dose de proteína e, em calorias, fica na faixa inferior quando colocada lado a lado com outras opções.

Tipo de queijo Gordura por 100 g Proteína por 100 g Calorias por 100 g
Ricota ca. 10 g ca. 10 g em torno de 150 kcal
Muçarela ca. 20 g ca. 18 g em torno de 280 kcal
Burrata ca. 23–27 g em torno de 285 kcal

Com aproximadamente 150 kcal por 100 g, a ricota fica mais perto de um queijo cottage magro do que de queijos tradicionais mais concentrados. Ao mesmo tempo, a proteína ajuda a fazer com que uma porção sustente razoavelmente bem.

"A ricota é considerada, entre profissionais da área, a escolha mais sensata quando queijo italiano aparece com frequência à mesa."

E ela não serve apenas para rechear massas. Também funciona muito bem:

  • em uma fatia de pão integral com tomate
  • como base cremosa para legumes assados
  • em sobremesas com frutas vermelhas e um pouco de mel

Muçarela: muito popular, mais gordurosa, ainda dentro do aceitável

A muçarela costuma aparecer na geladeira com bem mais frequência do que a ricota. Em termos de valor nutricional, ela fica no meio do caminho. A gordura, com cerca de 20 g por 100 g, é quase o dobro da ricota - e, com isso, as calorias sobem para perto de 280 kcal.

Como tem menos água por porção, a muçarela entrega um pouco mais de energia. Por outro lado, traz mais proteína do que a ricota, o que contribui para boa saciedade - embora, na maioria das vezes, venha também mais salgada.

Segundo a especialista, dá para comer muçarela com regularidade se o restante da alimentação estiver alinhado - a diferença está na quantidade. Em vez de uma bola grande à noite, faz mais sentido optar por porções menores, como meia bola, acompanhada de bastante legumes ou salada.

Burrata: cremosidade prazerosa com gordura extra

A burrata é frequentemente vista como a irmã “de luxo” da muçarela. Por dentro, há uma mistura de fibras de queijo com creme - e é justamente esse recheio que empurra o teor de gordura para cima. Dependendo do fabricante, são 23 a 27 g de gordura por 100 g, com cerca de 285 kcal.

Mesmo com mais gordura, a burrata sacia menos do que muita gente imagina. Um motivo é que parte das calorias vem do creme, enquanto o teor de proteína costuma ser menor do que na muçarela. Para uma cozinha mais amiga do peso, ela tende a funcionar melhor como entrada ocasional do que como queijo “padrão” do dia a dia.

"A burrata ganha em sabor, não na conta diária de calorias - ela deveria permanecer como um desvio consciente."

Scamorza e gorgonzola: calorias concentradas

Scamorza: quanto mais seca, mais energética

A scamorza é um tipo de queijo pasta filata mais maturado e bem desidratado. Ao perder água, gordura, proteína e sal ficam mais concentrados. O sabor intensifica, e as calorias sobem de forma clara - para cerca de 320 kcal por 100 g.

No cotidiano, por isso, uma pequena quantidade já basta para dar impacto de sabor, por exemplo gratinada sobre legumes ou em uma travessa assada. Quem corta fatias generosas muitas vezes subestima a energia que está colocando no prato.

Gorgonzola: macio, salgado e muito rico

O gorgonzola pode parecer “inofensivo” por ter textura suave e, às vezes, bem cremosa. Mas, com cerca de 370 kcal por 100 g, entra sem dúvida no grupo dos mais densos. A gordura fica alta e o teor de sal também é significativo.

"A aparência cremosa de um queijo não significa automaticamente leveza - no gorgonzola, a energia está por dentro."

Alguns cubinhos em uma salada ou um pouco em um molho podem ser suficientes para marcar o sabor. Já quem coloca fatias grossas no pão rapidamente chega a um nível de calorias que lembra embutidos com alto teor de gordura.

Mascarpone: o queridinho das sobremesas com potência de creme de leite

O mascarpone fecha a lista. Esse queijo fresco extremamente cremoso pode chegar a 40% de gordura e, com isso, entrega algo em torno de 400 a 450 kcal por 100 g - praticamente na mesma categoria do creme de leite batido.

Ele aparece principalmente em sobremesas como tiramisù, cremes e recheios de bolo. Sob a ótica da nutrição clínica, o mascarpone entra claramente no grupo de “consumir raramente e com consciência”.

Com que frequência queijo italiano ainda é uma boa ideia?

A dietista entrevistada orienta seus pacientes a usar a ricota como opção principal e seguir regras simples como estas:

  • Ricota: pode entrar no planejamento várias vezes por semana
  • Muçarela e burrata: de vez em quando; por porção, prefira algo como meia bola
  • Scamorza, gorgonzola, mascarpone: para ocasiões especiais, em pequenas quantidades

Quem já consome muito queijo deve, de fato, reservar os tipos mais gordurosos para momentos pontuais - como um destaque no prato, e não como o componente central da refeição.

Dicas práticas para o dia a dia com queijo italiano

Com alguns ajustes, dá para unir prazer e alimentação consciente:

  • Combine queijo italiano com muitos legumes e grãos integrais, como no forno ou em saladas.
  • Use o queijo mais como cobertura (topping) do que como principal fonte de proteína.
  • Na pizza, reduza a quantidade de queijo e valorize molho de tomate e vegetais.
  • Em sobremesas, troque parte do mascarpone por iogurte ou ricota.

Para pessoas com diabetes, hipertensão ou gorduras no sangue elevadas, migrar para queijos com menos gordura pode fazer diferença perceptível. Menos gorduras saturadas e menos sal aliviam o coração e os vasos, sem exigir abrir mão dos pratos favoritos por completo.

Há ainda um detalhe importante: muita gente erra na noção de porção. 30 a 40 gramas de queijo equivalem, aproximadamente, ao tamanho de uma caixa de fósforos - mas no prato é comum cair o dobro ou o triplo. Pesar de vez em quando ajuda a calibrar o olho e entender quanto realmente é necessário para deixar a receita bem saborosa.

No fim, não é uma única bola de muçarela que define o resultado, e sim o conjunto das escolhas do dia. Quem recorre mais vezes à ricota, doseia conscientemente os demais tipos e sempre combina com bastante vegetal consegue aproveitar os queijos italianos sem perder de vista seus objetivos de saúde.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário