Em 2026, devem começar nos Estados Unidos competições que confrontam de frente a promessa de “pureza” do esporte de alto rendimento. Batizados de Enhanced Games, esses eventos permitem o uso de substâncias para melhorar o desempenho sob supervisão médica e acenam com recordes, glamour de TV e premiações que podem chegar a 1.000.000 de dólares. Entidades esportivas e agências antidoping reagiram com indignação, mas um filósofo britânico levanta uma questão incômoda: trata-se mesmo de riscos inéditos - ou de como lidamos, com mais ou menos honestidade, com os perigos já presentes no esporte?
O que está por trás dos Enhanced Games e da proposta
Os Enhanced Games estão sendo planejados como um evento privado multiesportivo, com modalidades como atletismo, natação e esportes de combate. Em vez de apostar em testes antidoping e suspensões, o projeto propõe algo como um “laboratório médico no estádio”: atletas poderiam usar, sob controle clínico, testosterona, hormônio do crescimento ou esteroides anabolizantes.
Os organizadores vendem o conceito como “o futuro da capacidade humana” - críticos enxergam nisso um perigoso espetáculo farmacológico.
A sede pretendida é Las Vegas, conhecida como capital do espetáculo. Entre os pontos previstos, estão:
- prêmios elevados, de até 1.000.000 de dólares para os vencedores
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