Depois de uma semana sem mudanças nos valores nas bombas, o setor já projeta uma nova alta no preço dos combustíveis na penúltima semana de janeiro.
Pelas estimativas divulgadas, o diesel comum deve ser o mais impactado, com aumento de 2,5 centavos por litro, enquanto a gasolina comum tende a ter uma elevação mais leve, de 1 centavo por litro (fonte: ACP).
Se esses números se confirmarem, o preço médio do diesel comum passará para 1,56 €/L, e a gasolina comum deve ficar em 1,667 €/L.
Como é calculado o preço médio dos combustíveis (DGEG)
A estimativa do preço dos combustíveis usa como referência os dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os valores da última quinta-feira, 15 de janeiro.
Os números divulgados pela DGEG já consideram os descontos praticados pelos postos e também as medidas do governo que seguem em vigor.
Ainda assim, vale destacar: esses não são necessariamente os preços que você encontrará nos postos de abastecimento. Trata-se de valores médios e indicativos, já que os revendedores mantêm liberdade para definir preços conforme a própria estratégia.
Medidas do governo em vigor: impacto no ISP e no preço dos combustíveis
Desde 2022, permanecem em vigor medidas do governo para amenizar a alta do preço dos combustíveis, atuando principalmente sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). No entanto, essas medidas vêm sendo revertidas gradualmente, também por determinação da União Europeia.
No fim de novembro, o valor unitário do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) foi atualizado, passando para 497,52 euros por 1.000 litros na gasolina e 361,60 euros por 1.000 litros no diesel.
Essa atualização equivale a um aumento de imposto por litro de cerca de 1,6 centavo na gasolina e de mais de 2,4 centavos no diesel.
Com essas mudanças, o chamado “desconto fiscal” diminuiu e, apesar da queda que vem sendo observada no preço dos combustíveis, os portugueses não estão aproveitando essa redução em sua totalidade.
O que costuma puxar as variações nas bombas
Além do ISP e de outras parcelas tributárias, o comportamento do preço final ao consumidor costuma refletir a evolução das cotações internacionais dos derivados, os custos de logística e distribuição e as políticas comerciais de cada rede. Por isso, mesmo quando o indicador médio aponta uma direção, a variação entre postos pode ser relevante.
Na prática, para quem abastece, a melhor forma de sentir o efeito real dessas mudanças é comparar preços na região e observar se o reajuste aparece de maneira uniforme ou se fica concentrado em determinadas bandeiras e localidades.
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