O Spotify anunciou uma novidade que deve deixar as recomendações personalizadas ainda mais certeiras: em breve, o utilizador poderá conversar com o algoritmo numa interface ao estilo chatbot para ajustar o que a plataforma entende sobre os seus gostos.
Há anos, o algoritmo do Spotify - responsável por sugerir faixas com base no que cada pessoa ouve - é um dos maiores trunfos do serviço. A própria empresa afirma que, para 80% dos utilizadores, as recomendações feitas sob medida são o recurso de que mais gostam. Agora, o Spotify prepara uma atualização importante desse sistema: com a funcionalidade Taste Profile, será possível interferir diretamente nas informações que a plataforma guarda sobre as preferências musicais, refinando (ou corrigindo) o perfil que alimenta as próximas indicações.
Taste Profile do Spotify: uma nova forma de ajustar recomendações personalizadas
A funcionalidade foi anunciada neste mês de março e, por enquanto, está em testes beta com utilizadores do Spotify Premium na Nova Zelândia. Ainda não existe confirmação de quando a novidade ficará disponível no Brasil, mas a proposta é promissora.
Segundo o Spotify, essa nova camada de personalização permite ver como a plataforma interpreta os seus gostos e ajustá-los por conta própria, influenciando o que aparece na página inicial. O sistema reúne tudo o que você consome no app - música, podcasts e audiolivros - e organiza essa leitura a partir de artistas e géneros de que você gosta, além de padrões de hábito que fazem parte do dia a dia.
Um ponto relevante é que esse tipo de controlo tende a ajudar quando o algoritmo “erra a mão”: por exemplo, depois de ouvir um álbum específico por curiosidade, ou de deixar uma playlist tocar numa reunião, o perfil pode ficar enviesado. Com o Taste Profile, a ideia é dar ao utilizador uma forma direta de voltar o rumo das recomendações para aquilo que realmente quer ouvir.
Como você poderá editar o que o algoritmo do Spotify “pensa” sobre você
O Spotify interpreta os gostos musicais analisando o histórico de reprodução. Com o Taste Profile, você consegue ler a descrição do seu perfil musical exatamente como o algoritmo o enxerga. Essa descrição inclui géneros musicais e também exemplos de artistas que, segundo o sistema, representam o que você curte.
A parte mais importante é a possibilidade de adicionar manualmente informações que vão influenciar as próximas recomendações. No exemplo mostrado pelo Spotify, o utilizador escreve no chatbot que quer ouvir mais músicas do Justin Bieber. E não é só para “pedir mais”: também será possível orientar o algoritmo no sentido contrário, solicitando menos sugestões de determinado género ou de um artista específico.
Na prática, isso cria um atalho para “treinar” o sistema sem depender apenas das suas reproduções. Em vez de esperar que as recomendações mudem com o tempo, a pessoa poderá explicitar preferências e restrições - o que pode resultar numa página inicial mais alinhada com o momento (descobrir novidades, focar num estilo, reduzir um artista que começou a aparecer demais, etc.).
Além do Taste Profile, o Spotify trabalha na Prompted Playlist
Vale lembrar que o Spotify também está a desenvolver outra funcionalidade chamada Prompted Playlist. Como o nome sugere, a proposta é permitir que o utilizador crie playlists descrevendo o que procura por meio de um prompt, de forma parecida com o que faria no ChatGPT ou no Gemini.
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