Com o encerramento do estado de calamidade, em vigor desde 29 de janeiro nas áreas mais afetadas pela depressão Kristin, também terminou a isenção de pedágios aplicada a alguns trechos específicos. A medida, que havia começado em 4 de fevereiro, foi encerrada em 15 de fevereiro.
Desde hoje, 16 de fevereiro, os pedágios voltaram a ser cobrados no regime normal. Mesmo com pedidos e pressões de vários municípios, a dispensa de pagamento nas zonas mais atingidas pela tempestade - que atravessou Portugal na madrugada de 28 de janeiro - não foi prorrogada.
Trechos com isenção de pedágios (medida encerrada)
Os segmentos abrangidos pela isenção eram:
- A8 - entre o trevo de Valado de Frades e o trevo de Leiria Nascente (COL);
- A17 - entre o trevo de ligação com a A8 e o trevo de Mira;
- A14 - entre Santa Eulália e o trevo de Ança;
- A19 - entre o trevo de Azoia e o trevo de S. Jorge.
O tráfego de passagem (atravessamento) não foi incluído na isenção.
Como a cobrança voltou ao padrão habitual, motoristas e empresas que dependem dessas vias devem considerar o impacto imediato no custo logístico e no deslocamento diário. Em situações de alterações operacionais após eventos climáticos, também é recomendável acompanhar avisos das concessionárias e das autoridades rodoviárias sobre eventuais restrições, obras emergenciais e condições de segurança.
Reações dos municípios e pedido da CIMRL sobre os pedágios
A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) solicitou, no sábado, 14 de fevereiro, a intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para que a isenção de pedágios nas principais rodovias da região fosse estendida.
Em nota oficial, a CIMRL argumentou que a retomada da cobrança em 16 de fevereiro “penaliza populações e empresas que não dispõem de alternativas viárias em condições mínimas de segurança e fluidez”. A entidade defende que o regime excepcional de isenção permaneça, ao menos, até o fim de junho.
A CIMRL também ressaltou que, no caso da A19 (trecho entre Azoia e São Jorge), existe um diploma da Assembleia da República que prevê isenção parcial por razões ambientais e para proteção do Mosteiro da Batalha. A comunidade intermunicipal reúne 10 municípios: Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
O debate sobre a continuidade de isenções após tempestades costuma envolver dois pontos centrais: a ausência de rotas alternativas com padrões aceitáveis de segurança e a necessidade de manter a atividade econômica em funcionamento enquanto a infraestrutura se recupera. Para os municípios, a extensão do alívio nos pedágios pode ser uma forma de reduzir custos imediatos de deslocamento e apoiar a retomada de serviços e cadeias de abastecimento nas áreas mais atingidas.
Impactos ainda em curso das depressões Kristin, Leonardo e Marta
Portugal segue lidando com as consequências das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que causaram a morte de 16 pessoas e deixaram centenas de feridos e desalojados. Milhares de moradias continuam sem eletricidade e sem comunicações, ao mesmo tempo em que empresas relatam prejuízos expressivos.
Também persistem críticas relacionadas à demora na liberação de apoios para as populações afetadas, em meio às necessidades de reparo, reassentamento temporário e recuperação de atividades essenciais.
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