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Primeira morte por gripe aviária H5N5 no mundo é registrada nos EUA.

Dois homens examinando uma galinha em um ambiente de criação ao ar livre, com outras galinhas ao fundo.

Um morador do estado de Washington morreu após contrair uma variante rara de gripe aviária que, até então, havia sido registrada apenas em animais, informaram autoridades de saúde estaduais - a segunda morte humana associada ao vírus nos Estados Unidos neste ano.

De acordo com o Departamento de Saúde do estado de Washington, o paciente foi descrito apenas como “um idoso com condições de saúde preexistentes” e estava internado desde o começo deste mês, segundo comunicado divulgado na sexta-feira.

Caso de gripe aviária H5N5 no estado de Washington

Exames realizados pela Universidade de Washington indicaram que o paciente estava infectado com influenza aviária H5N5, e a pasta afirmou que se trata do “primeiro registro global de infecção por essa variante em uma pessoa”.

A confirmação também foi validada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Em nota, o órgão reforçou que o risco para a população em geral segue baixo. Segundo o CDC, nenhuma outra pessoa envolvida no episódio testou positivo para gripe aviária, e não há evidências de transmissão do vírus entre pessoas.

As autoridades informaram ainda que o paciente mantinha um pequeno plantel doméstico de aves de diferentes espécies no quintal, e a avaliação preliminar é de que esse contato tenha sido a provável fonte de exposição.

Panorama nos Estados Unidos: H5N5 e H5N1

Neste ano, o CDC já registrou mais de 70 casos humanos de gripe aviária no país. Em janeiro, uma pessoa morreu na Louisiana após contrair H5N1.

Números globais segundo a Organização Mundial da Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza mais de 1.000 casos de gripe aviária em humanos desde 2003, em 25 países - total que considera todas as variantes conhecidas do vírus.

Orientações e vigilância em criações domésticas de aves

Autoridades de saúde costumam recomendar cautela em criações domésticas: evitar contato direto com aves doentes ou mortas, reforçar a higiene das mãos após manuseio de animais e manter ambientes e utensílios de criação limpos e separados de áreas de preparo de alimentos. Em situações de mortalidade incomum de aves, a orientação geral é comunicar serviços veterinários e de vigilância locais para investigação.

Em humanos, a vigilância busca identificar rapidamente sintomas respiratórios ou conjuntivite após exposição a aves potencialmente infectadas, especialmente em pessoas com maior vulnerabilidade clínica. A detecção precoce é considerada essencial para reduzir riscos e orientar medidas de controle em nível comunitário.

© Agence France-Presse

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