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Morrisons vai fechar 54 cafés no próximo ano – lista completa foi divulgada.

Atendente serve café para cliente idoso em cafeteria moderna e iluminada durante o dia.

A Morrisons confirmou que 54 dos seus cafés dentro das lojas vão fechar no ano que vem, reduzindo um elemento tradicional da compra semanal à medida que os custos sobem e o comportamento dos clientes muda. A rede orienta os consumidores a conferirem os avisos nas unidades, já que algumas filiais afetadas começaram a afixar datas de encerramento e a indicar o que deve ocupar o espaço onde hoje há refeições quentes e chás com leite.

Por que a Morrisons vai fechar 54 cafés no ano que vem

A decisão faz parte de uma revisão mais ampla sobre como a Morrisons aproveita cada área das lojas. Por muito tempo, comer algo quente e tomar um chá no local foram parte central da experiência da “compra grande”. Agora, segundo a empresa, há muitos salões de café que ficam meio vazios durante longos períodos do dia.

No ano que vem, 54 cafés da Morrisons vão encerrar as atividades em pontos com pouco movimento ou em locais onde reformas caras de cozinha deixaram de fazer sentido financeiramente.

O custo para manter uma cozinha completa funcionando do café da manhã até o fim da tarde aumentou em várias frentes: energia, salários e ingredientes ficaram mais caros. Ao mesmo tempo, mais gente chega à loja já com café comprado no caminho, prefere comer em casa ou opta por alternativas rápidas - como lanches prontos refrigerados - em vez de sentar para um café da manhã “reforçado”.

No varejo, gestores acompanham o tempo de permanência na loja (quanto tempo o cliente fica no estabelecimento). Em muitos supermercados, esse tempo migrou do prato para o carrinho: o público entra para uma reposição rápida, ou só para retirar compras feitas on-line, em vez de planejar uma visita longa com pausa no café. Nos cafés com desempenho mais fraco, a rotina anterior à pandemia quase não voltou. Sábados movimentados não compensam dias úteis silenciosos, e a conta passou a pesar.

A proposta, ao fechar dezenas de pontos, é liberar equipe e área para setores que seguem crescendo: balcões de padaria, alimentos prontos para consumo, áreas de retire na loja e espaços de operações parceiras. Em algumas unidades, o café pode ser reduzido em vez de eliminado; em outras, uma marca terceirizada pode assumir o local e operar por mais horas com um cardápio mais enxuto.

O que muda para os funcionários e para os clientes habituais

A Morrisons insiste que não se trata de “fechar as portas e ir embora”. A rede afirma que, sempre que possível, vai oferecer funções alternativas aos trabalhadores, seja na mesma loja, seja em unidades próximas.

Colegas dos cafés estão sendo direcionados para vagas em padaria, delicatessen, atendimento ao cliente no salão e separação de pedidos on-line, com oferta de requalificação em muitos casos.

Para os clientes, o impacto tende a ser maior em cidades onde o café do supermercado funciona como ponto de encontro. Ônibus de excursão param por ali, cuidadores se encontram entre atendimentos, e clientes mais velhos organizam toda a rotina semanal em torno do trajeto de ônibus, da compra grande e de um café da manhã pronto a preço acessível.

Para reduzir a sensação de perda, gestores locais vêm sendo estimulados a manter alguma área de assentos ou a criar cantos comunitários. Isso pode significar poucas mesas perto da padaria, uma oferta simples de bebidas quentes ao lado dos balcões, ou o uso de uma sala comunitária para que grupos continuem se reunindo mesmo após o encerramento do café principal.

Além disso, quando um café fecha, a circulação dentro da loja costuma mudar: filas, pontos de espera e áreas de descanso podem se deslocar. Para quem tem mobilidade reduzida ou depende de pausas durante a compra, vale observar com antecedência onde ficarão assentos, água e atendimento - e cobrar sinalização clara durante a transição.

O que fazer agora se você é um cliente afetado

  • Verifique os murais do café para conferir data de fechamento e o último horário para pedidos.
  • Use carimbos de fidelidade e cupons de papel antes da última semana de funcionamento.
  • Pergunte à equipe onde haverá assentos ou comida quente quando o café encerrar.
  • Se você participa de um grupo fixo, converse com o gerente de plantão sobre alternativas de encontro dentro da loja.
  • Acompanhe as ofertas do More Card, porque promoções novas em padaria ou balcões quentes costumam aparecer durante reformas.

Cartões-presente vinculados à Morrisons, em geral, funcionam na loja como um todo - não apenas no café. Assim, quem tiver saldo ainda poderá usar em compras de mercado, itens de padaria ou balcões de comida quente após a mudança.

Como os fechamentos refletem novos hábitos de compra na Morrisons e no varejo

Os cafés de supermercado já foram uma espécie de “porto seguro” acessível e previsível: um lugar quente, barato e sem pressa. Com a popularização de máquinas de café em casa, redes de cafeterias na rua e comida de conveniência, essa função foi perdendo força.

Mudança O que a Morrisons está fazendo O que os clientes vão perceber
Alta dos custos de operação Fechando 54 cafés completos e evitando grandes reformas Menos áreas grandes para sentar, mais zonas compactas de alimentos
Compras mais rápidas Testando balcões para pegar e levar e cardápios menores Mais opções rápidas, menos espaço para ficar muito tempo
Formatos de loja mais flexíveis Trazendo marcas parceiras em algumas unidades Marcas diferentes de café ou lanches onde antes havia cafés próprios
Necessidades sociais locais Criando pequenas áreas de assentos ou espaços comunitários Mesas e cadeiras simples em vez de um “restaurante” completo

Em todo o setor, o faturamento de cafés em hipermercados vem sendo pressionado por café com atendimento no carro, pedidos para retirada feitos por aplicativo e pelo trabalho remoto, que reduziu o “almoço no caminho” em áreas comerciais. Fica mais difícil justificar uma cozinha grande e dezenas de lugares quando a mesma metragem poderia abrigar uma operação parceira, uma área de retire na loja ou mais corredores refrigerados.

Nem todas as unidades vão ficar iguais. Algumas lojas da Morrisons manterão um café completo onde a demanda é constante - muitas vezes em bairros movimentados ou perto de rotas viárias importantes. Outras devem migrar para formatos simplificados, como máquinas de café de autoatendimento, bolos embalados e poucas mesas. Um terceiro grupo tende a adotar marcas externas, aproveitando logotipos reconhecíveis e cardápios padronizados para atrair público.

O que os clientes podem esperar de forma realista no ano que vem

Se a sua unidade da Morrisons estiver na lista de encerramento, os primeiros sinais costumam ser cartazes em murais e na entrada do café. Normalmente, eles indicam a data do último dia de serviço com comida feita na hora e, às vezes, uma ideia do que virá depois.

O resultado deve ser variado: alguns cafés desaparecem totalmente, outros encolhem, e outros renascem como operações de parceiros ou viram balcões quentes ampliados.

Durante a mudança, é comum a loja ficar temporariamente “remendada”: tapumes, áreas bloqueadas e equipes técnicas circulando com equipamentos. Esse período tende a ser curto, porque supermercados procuram reduzir ao máximo a perda de vendas enquanto a obra acontece.

Para quem valoriza a rotina tanto quanto o lanche, ajuda adotar um plano prático:

  • Verifique se lojas Morrisons próximas manterão cafés completos e avalie se o deslocamento extra compensa.
  • Considere cafés independentes ou centros comunitários perto de pontos de ônibus como alternativas de encontro.
  • Se você usa o café como espaço aquecido e de baixo custo, procure na prefeitura ou em organizações locais iniciativas de “espaços aquecidos” no inverno, voltadas a acolhimento e permanência.

Outra dica útil é acompanhar canais locais da própria loja (quadros de aviso e atendimento ao cliente) para saber se haverá períodos com oferta provisória - por exemplo, bebidas quentes em ponto temporário - enquanto o novo formato é implantado.

Perguntas frequentes sobre o fechamento dos cafés

  • Onde vejo a lista completa dos 54 cafés? As lojas incluídas estão exibindo avisos e as equipes foram informadas. A fonte mais confiável é o balcão de atendimento ao cliente da sua unidade e os murais internos.
  • Quando exatamente o meu café vai fechar? Os encerramentos ocorrerão ao longo do ano que vem, em etapas. Cada filial define a data final de atendimento e, em geral, avisa com várias semanas de antecedência.
  • E se eu ainda tiver carimbos de fidelidade? A maioria dos cafés deve aceitá-los até a última semana, mas é melhor não deixar para os últimos dias, quando filas podem aumentar.
  • Ainda vai existir comida quente? Muitos locais devem manter algum tipo de opção quente, seja em um balcão dedicado, seja por meio de marcas parceiras - embora o serviço completo à mesa possa desaparecer.
  • Funcionários podem recusar realocação? É possível discutir opções com gerência e RH. Se não houver vagas adequadas ou disponíveis, valem os procedimentos normais de emprego, e cada caso pode ter particularidades.

O que essa decisão da Morrisons revela sobre o supermercado moderno

A medida da Morrisons mostra como a balança entre “espaço social” e “espaço de venda” está mudando rapidamente. Por décadas, cafés dentro da loja funcionaram como uma espécie de serviço social informal: um lugar aquecido onde ninguém apressava sua saída, em troca de um chá e um bolinho.

Com margens mais apertadas, supermercados precisam provar que cada metro quadrado se paga. Um café que enche apenas por duas horas por dia é difícil de defender quando uma marca parceira de café ou um novo corredor de produtos pode trazer receita mais constante.

Isso não significa que a função social desapareça por completo. Em cidades menores, gestores sabem que fechar o café de vez pode soar como arrancar um pedaço do convívio local. O meio-termo mais provável é simples: algumas mesas, tomadas, bebidas de autoatendimento e talvez uma linha de lanches prontos para aquecer. Menos “cerimónia”, mais utilidade.

Para os consumidores, o risco é o dia a dia ficar mais fragmentado. Em vez de resolver comida, abrigo e conversa em um só lugar, pode ser necessário dividir entre vários pontos - supermercado para compras, cafeteria para sentar e a casa para o resto. Qualquer aumento de passagem de ônibus ou de preço do café pesa para aposentados e famílias com orçamento apertado que usavam o café do supermercado como um “terceiro lugar” acessível entre a casa e a rua.

Por outro lado, um modelo mais enxuto pode ajudar a segurar preços no restante da loja. Se encerrar cafés pouco usados permitir que a Morrisons reduza pressão por reajustes em itens essenciais, parte do público pode considerar a troca vantajosa, sobretudo com o orçamento ainda apertado.

Uma coisa é certa: a forma como compramos e convivemos em torno da comida continua mudando. As canecas brancas e bandejas amarelas talvez não sumam de vez, mas devem ficar mais raras. As unidades que preservarem um canto simples e acolhedor - mesmo sem cozinha completa - tendem a conquistar a fidelidade silenciosa de quem só quer um assento quente, uma bebida sem complicação e um rosto conhecido no balcão.

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