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Marinha de Guerra do Peru coloca em operação as lanchas patrulheiras marítimas B.A.P. Rio Huarmey (PM-210) e B.A.P. Rio Nepeña (PM-211) da classe Rio Pativilca

Barco militar peruano com tripulação navegando próximo a costa rochosa em mar calmo ao entardecer.

Em uma cerimônia na Base Naval do Callao, a Marinha de Guerra do Peru oficializou a entrada em serviço ativo das lanchas patrulheiras marítimas B.A.P. Rio Huarmey (PM-210) e B.A.P. Rio Nepeña (PM-211), ambas da classe Rio Pativilca. Construídas pelos estaleiros do Serviços Industriais da Marinha (SIMA), as novas embarcações passam a reforçar missões de patrulhamento, vigilância costeira e controle do tráfego marítimo, contribuindo também para busca e resgate, além do enfrentamento à pesca ilegal e a outras práticas ilícitas ao longo do litoral peruano.

Classe Rio Pativilca e o programa de patrulheiras marítimas da Marinha de Guerra do Peru

As unidades Rio Huarmey e Rio Nepeña integram o programa que a Marinha de Guerra do Peru vem conduzindo nos últimos anos para ampliar, de forma contínua, a presença e a capacidade de controle no mar. A iniciativa busca entregar à força naval meios atuais, fabricados no país e ajustados às condições operacionais locais, preservando um elevado nível de autonomia no ciclo completo - do projeto à produção.

Coprodução SIMA Peru S.A.C. e STX Corporation: base no desenho da classe Taeguk

O desenvolvimento dessas patrulheiras decorre da cooperação entre a SIMA Peru S.A.C. e a sul-coreana STX Corporation, por meio de um acordo de coprodução apoiado no desenho da classe Taeguk. Em setembro de 2025, as duas embarcações concluíram com êxito as provas de mar, quando foram avaliados, entre outros itens, os sistemas de propulsão, radares, motores e conjuntos elétricos - etapa que confirmou a plena prontidão operacional antes da entrega formal à Marinha.

Construção em Chimbote e características técnicas das novas lanchas patrulheiras marítimas

A construção ocorreu no Centro de Operações da SIMA Chimbote, polo onde se consolidou uma capacidade industrial naval relevante para a fabricação de embarcações militares e civis. Cada patrulheira apresenta deslocamento entre 450 e 500 toneladas, mede 55,3 metros de comprimento e oferece autonomia de 3.600 milhas náuticas (cerca de 6.667 km) em velocidade de cruzeiro de 14 nós (aproximadamente 26 km/h).

O conjunto propulsor é formado por dois motores a diesel Caterpillar 3516C HD, enquanto a geração de energia fica a cargo de dois geradores Caterpillar C9 - configuração voltada a manter eficiência e confiabilidade em missões prolongadas.

Perfil de emprego: patrulhamento, interdição, busca e resgate e apoio humanitário

Com capacidade para uma tripulação de 25 militares e um grupo de abordagem composto por 14 efetivos, a Rio Huarmey e a Rio Nepeña foram preparadas para executar:

  • Patrulhamento e interdição marítima
  • Busca e resgate
  • Ações de controle ambiental
  • Apoio humanitário em situações de emergência

A incorporação dessas lanchas patrulheiras marítimas amplia o conjunto de meios disponíveis para o controle do espaço marítimo do país e evidencia a evolução constante da indústria naval peruana, que segue acumulando experiência tanto na construção quanto na manutenção de unidades de superfície.

Benefícios operacionais e sustentação: presença no mar e manutenção com base nacional

Além do ganho imediato em cobertura de patrulha e capacidade de resposta, a introdução de navios produzidos localmente tende a facilitar a sustentação logística ao longo do ciclo de vida, com maior previsibilidade no fornecimento de peças, serviços e atualizações. Na prática, isso pode reduzir tempos de indisponibilidade e melhorar a prontidão para operações contínuas de vigilância costeira e controle do tráfego marítimo.

Integração com a proteção do litoral e combate a atividades ilícitas

Ao atuar em conjunto com outros meios navais e com estruturas de monitoramento, patrulheiras desse porte costumam elevar a eficiência na identificação e interceptação de alvos de interesse, especialmente em cenários associados à pesca ilegal e a rotas de ilícitos. Esse tipo de emprego fortalece a capacidade de presença, dissuasão e ação rápida, com impacto direto na segurança marítima e na proteção de recursos no litoral peruano.

Créditos das imagens: Marinha de Guerra do Peru.

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