Colecionadores que aguardam novidades frescas sobre Os Últimos de Nós estão prestes a ter algo concreto para colocar na estante.
Mesmo com o futuro da série de videojogos ainda envolto em incertezas, um novo colecionável de alto padrão inspirado no primeiro Os Últimos de Nós ganha destaque em março, oferecendo aos fãs uma forma física de revisitar a trajetória de Joel e Ellie.
O futuro de Os Últimos de Nós continua indefinido
O lançamento desta peça chama atenção porque chega num período de silêncio do lado dos jogos. Desde Os Últimos de Nós Parte II, em 2020, o público espera sinais mais claros sobre uma eventual Parte III.
O diretor criativo Neil Druckmann já comentou que existe um esboço de história para uma possível continuação, mas o estúdio Naughty Dog não confirmou desenvolvimento ativo nem janela de lançamento. Em paralelo, o estúdio tem sido associado a um novo projeto de ficção científica e também recuou de um projeto multijogador ambientado no mesmo universo.
No momento, itens de colecionador, remasterizações e a série da HBO mantêm a franquia em evidência enquanto os jogadores aguardam notícias de uma possível Parte III.
Esse vazio costuma aproximar fãs de produtos licenciados, como estátuas e réplicas, para manter viva a ligação emocional com a obra. Para fabricantes, é uma combinação rara: marca globalmente reconhecida, em alta cultural graças à televisão, e sem um jogo novo “roubando” holofotes no mesmo período.
Estátua oficial de Joel e Ellie em Os Últimos de Nós chega em março
Embora ainda não exista anúncio concreto de Os Últimos de Nós Parte III, a franquia não ficou parada por completo. Uma estátua premium licenciada oficialmente com Joel e Ellie vai chegar ao mercado, mirando diretamente fãs dedicados e colecionadores de figuras.
O nome da peça é “Os Últimos de Nós: Joel e Ellie a Cavalo - Estátua Premium”. Como o título indica, ela mostra Ellie montada no cavalo Callus, enquanto Joel caminha ao lado, com o rifle em mãos e o olhar atento ao horizonte.
A estátua recria a cena silenciosa e contemplativa na Universidade do Leste do Colorado, um dos trechos mais emocionais do primeiro jogo.
Nesse capítulo, Joel e Ellie atravessam um campus abandonado, conversando sobre o passado, os Vaga-lumes e as expectativas de Ellie. É um ponto de virada na relação entre os dois: a parceria inicialmente desconfiada começa a se transformar numa ligação mais próxima de pai e filha. Em vez de apostar numa pose cheia de ação, a peça privilegia exatamente esse equilíbrio entre calma e tensão.
Um colecionável pensado para vitrine, não para brincar
A estátua é produzida em um compósito de resina com pó de pedra, material denso e bastante usado em peças de alto padrão. Ela tem cerca de 33 cm de altura, o que a coloca claramente como um “destaque de vitrine”, e não como um enfeite discreto de mesa.
A empresa responsável é a Substance Modelworks, conhecida no meio de colecionáveis por trabalhar com licenças grandes do entretenimento. Aqui, a proposta é priorizar escultura minuciosa e texturas realistas, buscando refletir a identidade visual áspera e “pé no chão” do jogo da Naughty Dog.
O que a estátua enfatiza no universo de Os Últimos de Nós
- Ellie e Callus: a postura na sela, a mochila, a posição dos equipamentos e a anatomia do cavalo remetem aos modelos vistos no jogo.
- A postura de Joel: roupas com aspecto gasto, acessórios visíveis e uma posição discretamente protetora ao lado do cavalo reforçam o papel de guardião.
- Base ambiental: o cenário sugere solo quebrado e tomado pelo mato, lembrando o campus abandonado e o mundo pós-pandemia ao redor.
A intenção é reproduzir o visual “vivido” de Os Últimos de Nós: do caimento e das marcas nas roupas às avarias superficiais nos equipamentos. Esse cuidado com imperfeições pequenas costuma ser justamente o que separa figuras comuns de estátuas de categoria superior.
O foco é entregar aos fãs um recorte da ligação entre Joel e Ellie para a prateleira, e não apenas mais uma pose de combate genérica.
Preço alto e público mais restrito
O principal ponto que limita o alcance é o valor. A peça chega por volta de US$ 350, firmemente posicionada no segmento de alto padrão. Não é o tipo de produto que se compra por impulso junto com um lançamento; está mais perto de um objeto de coleção com apelo artístico.
As pré-vendas já estão abertas com o fabricante, e a previsão de envio, por enquanto, fica entre março e maio de 2026. Esse prazo pode variar conforme a procura e a capacidade de produção - algo bastante comum no setor de colecionáveis.
| Produto | Material | Altura | Preço (aprox.) | Janela de envio |
|---|---|---|---|---|
| Joel e Ellie a Cavalo - Estátua Premium | Compósito de resina com pó de pedra | 33 cm | US$ 350 | março–maio de 2026 |
Para muitos fãs, esse patamar significa planeamento financeiro, venda de itens antigos da coleção ou simplesmente desistir. Já para colecionadores habituados a tiragens reduzidas de grandes franquias, o preço tende a ficar alinhado com outros produtos premium de escala e material semelhantes.
Por que uma estátua assim importa para os fãs
Para muita gente, Os Últimos de Nós não se resume a infectados e furtividade. O que marca são lembranças específicas: a primeira vez que Joel pega no violão, as piadas da Ellie com o livro de trocadilhos, a cena das girafas e, sim, aquele trajeto calmo pela Universidade do Leste do Colorado.
Quando uma peça escolhe um momento silencioso, ela revela uma intenção clara: falar com quem sentiu o peso emocional da história e quer um objeto que remeta a crescimento de personagens - não apenas a combate. Essa seleção de cena costuma agradar especialmente quem lê a jornada de Joel e Ellie como um retrato de parentalidade complexa e trauma, e não só como uma narrativa de sobrevivência.
O que considerar antes de reservar
Se a nostalgia puxa, a parte prática também pesa:
- Espaço: com 33 cm e uma base ampla, ela pede uma prateleira dedicada ou um expositor; o ideal é manter longe de sol direto e poeira.
- Orçamento real (especialmente no Brasil): US$ 350 é só o começo; frete internacional, impostos e taxas alfandegárias podem elevar bastante o custo final.
- Tiragem: se a produção for limitada, o valor no mercado secundário pode ficar estável ou subir; por outro lado, trocar a peça fica difícil caso ela chegue com danos.
- Fragilidade: o material permite detalhes muito nítidos, mas tende a lascar com mais facilidade do que plástico comum, exigindo manuseio cuidadoso.
Um ponto extra importante é planear a chegada: vale separar com antecedência um local seguro para abrir a caixa, guardar a embalagem (útil em mudanças e revenda) e verificar imediatamente se há peças soltas, trincas ou pontos de pintura fora do padrão.
Também ajuda confirmar a autenticidade do licenciamento e as políticas de suporte do fabricante (troca, reposição de partes e seguro de transporte). Em colecionáveis de alto valor, a qualidade do atendimento pós-venda pode ser tão decisiva quanto a escultura.
Como funcionam estátuas premium de videojogos e esse tipo de material
Para quem não acompanha o mercado, esse compósito de resina com pó de pedra costuma resultar numa peça mais pesada e com sensação mais “sólida” do que plástico. Essa presença, porém, vem acompanhada de maior risco: quedas e batidas tendem a causar danos mais sérios.
Estátuas premium de videojogos geralmente seguem uma fórmula parecida: licença forte, escultura detalhada, produção em material denso, tiragem menor e preço na casa das centenas de dólares. Elas ficam num meio-termo entre produto de consumo e escultura decorativa, aproximando “produto de jogo” de peça de design de interiores.
Alguns colecionadores preferem montar uma linha coerente, combinando itens de Os Últimos de Nós com estátuas de outras franquias narrativas, como Deus da Guerra, Horizonte ou Redenção do Cavaleiro Vermelho. Quando escala e materiais conversam entre si, o canto gamer deixa de parecer um amontoado aleatório e vira uma galeria organizada.
O que isso indica para os fãs nos próximos anos
Com a previsão de envio entre março e maio de 2026, esta estátua pode chegar às casas muito antes de qualquer novo jogo principal. Isso evidencia uma tendência: entre lançamentos grandes, as marcas se mantêm relevantes por meio de séries de televisão, remasterizações e itens de colecionador como este.
Para quem continua emocionalmente ligado à história de Joel e Ellie, a cena a cavalo funciona como uma âncora. Mesmo que o próximo capítulo siga por outro caminho, esta peça preserva uma memória partilhada: aquele percurso lento por um campus vazio, em que o fim do mundo, por instantes, parece silencioso - e quase seguro.
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