A Apple estaria mesmo desenvolvendo um par de óculos inteligentes sem tela para competir com os Ray-Ban Meta. E, segundo as informações mais recentes, o grande diferencial dessa aposta poderia estar em algo que a empresa domina como poucas: o design das armações.
A Apple já vende o headset de realidade mista Vision Pro. Agora, o próximo passo da empresa para essa categoria pode ser justamente um modelo de óculos conectados sem tela, no mesmo estilo dos Ray-Ban Meta. Até o momento, a companhia de Cupertino não confirmou nada nem deixou pistas oficiais. Ainda assim, os rumores de que os primeiros óculos inteligentes da Apple estão em desenvolvimento continuam ganhando força. E, neste fim de semana, em sua newsletter, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, trouxe novas informações sobre o projeto. Pelo que ele relata, a Apple quer reinventar esse formato apostando no terreno em que costuma se destacar: o visual do produto.
Óculos inteligentes da Apple com design premium para disputar com os Ray-Ban Meta
No campo das funções, a Apple pode oferecer algo bastante próximo do que a Meta já entrega. Além de incluir recursos como chamadas, notificações e outras interações do dia a dia, esses óculos também devem permitir que o usuário converse com a nova versão da Siri, que chega ainda este ano. O ponto mais interessante, porém, é que a empresa de Cupertino pode tentar ofuscar a concorrência investindo fortemente em aparência e identidade de marca.
De acordo com o repórter da Bloomberg, a Apple está testando quatro formatos diferentes: uma armação retangular grande, inspirada nos Ray-Ban Wayfarer; um modelo mais fino, parecido com os óculos usados por Tim Cook; armações ovais ou redondas de tamanho mais generoso; e armações ovais ou redondas menores. Em qualquer cenário, a ideia seria fazer com que os óculos fossem reconhecíveis de imediato, assim como acontece com o Apple Watch ou o iPhone. Para isso, os óculos conectados da Apple poderiam se destacar diante dos rivais com uma lente de câmera oval, posicionada na vertical e cercada por luzes, enquanto os Ray-Ban Meta usam lentes circulares.
Mas a estratégia não para no formato. A Apple também quer transmitir uma sensação mais sofisticada. Para isso, a empresa poderia recorrer a um material chamado acrílico acetato, que daria ao produto um acabamento mais premium do que o plástico normalmente adotado por fabricantes de óculos.
Além da estética, a ergonomia também tende a ser decisiva nesse tipo de produto. Como óculos conectados são itens usados por longos períodos, o equilíbrio entre peso, conforto e aparência pode influenciar diretamente a aceitação do público. Nesse contexto, cada detalhe da haste, da frente da armação e da distribuição dos componentes internos pode fazer diferença na experiência de uso.
Também vale lembrar que, em dispositivos com câmera e assistente de voz, a percepção de privacidade costuma ter grande peso na adoção pelo consumidor. Por isso, qualquer solução da Apple nessa área provavelmente precisará combinar design discreto, indicações visuais claras de uso e integração muito bem resolvida com o sistema.
A Apple também pode explorar seu ecossistema
Por enquanto, tudo isso ainda não passa de rumor e, como sempre, deve ser encarado com cautela. Mesmo assim, faz sentido que a Apple esteja de olho nos óculos inteligentes sem tela, já que esse formato vem fazendo sucesso na Meta. Além disso, lançar esse tipo de produto seria uma etapa importante rumo ao desenvolvimento de óculos de realidade aumentada com tela - um modelo que, no futuro, poderia até substituir o iPhone.
Se a Apple realmente colocar seus primeiros óculos inteligentes no mercado, eles teriam outra vantagem importante: o ecossistema Apple. Embora o iPhone já funcione com óculos de marcas concorrentes, os óculos inteligentes da Apple tendem a oferecer uma integração superior com o iPhone e com os recursos do iOS.
Outro ponto que pode jogar a favor da empresa é a parceria atual com o Google. Nesse cenário, a nova Siri poderia entregar resultados bem mais impressionantes nesses futuros óculos da companhia de Cupertino, especialmente em tarefas de voz, contexto e resposta rápida.
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