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Com carrinha revolucionária, Skoda perde a cabeça

Carro elétrico branco Skoda Vision 0 estacionado em piso brilhante com fundo desfocado.

Num momento em que algumas marcas - como Mercedes-Benz e Volvo - avaliam sair de vez do segmento das peruas, a Skoda foi na direção oposta e dobrou a aposta.

No Salão de Munique, a marca mostrou o Vision O, um protótipo que adianta o que vem aí para a próxima Octavia Break e também a evolução da linguagem de design Modern Solid, que deve aparecer nas próximas gerações dos modelos da fabricante tcheca.

À primeira vista, o Vision O chama atenção pela nova dianteira, batizada de Tech-Loop mask, que substitui a Tech-Deck Face vista no concept Vision 7S, no Elroq e no futuro Epiq. Ela reúne todos os elementos frontais - faróis e sensores - em um “O” que atravessa toda a largura do carro (veja a galeria abaixo), numa referência direta ao nome do modelo.

O conjunto lembra a solução usada pela AUDI - a divisão chinesa da Audi - no seu primeiro modelo, o E5 Sportback, mas na Skoda a leitura é diferente, graças à seção superior recortada e ao logotipo iluminado no capô. Na traseira, o destaque fica para as lanternas em “T”, já conhecidas da linguagem Modern Solid.

Vale notar também o pilar B, bem largo e pintado na cor da carroceria, num aceno ao Yeti: lembra do pequeno SUV da marca tcheca?

A Skoda também deu bastante atenção à aerodinâmica. O Vision O traz puxadores embutidos na carroceria, entradas de ar integradas ao capô e canais laterais que ajudam a conduzir o fluxo de ar com mais eficiência.

E o interior?

Por dentro, o foco é simplicidade com função. O protótipo preserva o lado prático da Skoda, com ótimo espaço para ocupantes e bagagem (650 litros), mas adota uma abordagem mais minimalista e tecnológica.

O cockpit é monocromático, com uma tela horizontal de ponta a ponta na base do para-brisa, que coloca as informações mais importantes diretamente no campo de visão do motorista. No volante, há ainda botões dedicados para funções rápidas.

A tecnologia avança com a integração da assistente digital Laura, agora com inteligência artificial. A Skoda também destacou a sustentabilidade, usando vários materiais reciclados, dos bancos em poliéster reciclado ao piso do habitáculo em NABORE, um material feito a partir de resíduos de couro.

Elétrico, mas não só

O Vision O antecipa o primeiro modelo de produção da Skoda baseado na plataforma SSP do Grupo Volkswagen. Essa arquitetura vai substituir a atual MEB e também a PPE (usada por Audi e Porsche), e será aplicada aos futuros Golf e T-Roc 100% elétricos.

Até aqui, a SSP deveria ser exclusiva para carros elétricos, mas agora surge a possibilidade de também abrigar motores a combustão como extensores de autonomia.

À Autocar, Klaus Zellmer, CEO da marca, disse: “queremos manter todas as opções em aberto em termos daquilo que é viável e em termos da regulação. A União Europeia quer acabar com os motores a combustão a partir de 2035, o que significaria motorizações elétricas apenas”, disse.

“Precisamos manter as opções em aberto, e precisamos fazer aquilo que os nossos clientes querem. A primeira regra de qualquer negócio é que, se fizermos o que os clientes querem, teremos sucesso”, concluiu.

Quando chega?

Em tamanho, o Skoda Vision O fica mais perto do Superb do que do Octavia, mas isso não quer dizer que a próxima geração da perua mais vendida da Europa vá crescer tanto assim - o protótipo serve para mostrar o que esperar da próxima leva de carrinhas da marca.

Mas, para ver como o Vision O vai se transformar em um modelo de produção, ainda vai levar um bom tempo: cerca de cinco anos. Até lá, ele pode ser conferido no Salão de Munique (IAA 2025), que abriu hoje ao público e segue em cartaz até 14 de setembro.

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