Enquanto muita gente ainda aguarda alguma novidade concreta sobre a franquia nos games, uma peça de colecionador de alto nível está prestes a transformar essa espera em algo bem mais tangível: Joel e Ellie vão ganhar espaço na estante.
Com o futuro da série ainda sem definição, um novo colecionável premium baseado no primeiro The Last of Us entra em destaque neste mês de março, oferecendo aos fãs uma forma física de revisitar a jornada de Joel e Ellie.
Uma nova estátua oficial de Joel e Ellie para março
Enquanto os jogadores seguem sem anúncio concreto de The Last of Us Part III, a franquia não ficou totalmente parada. Uma estátua premium oficialmente licenciada, com Joel e Ellie, está a caminho do mercado e mira diretamente fãs dedicados e colecionadores de figuras.
A peça se chama “The Last of Us: Joel & Ellie on Horseback Premium Statue”. Como o nome indica, ela mostra Ellie montando o cavalo Callus, enquanto Joel caminha ao lado dela, com o rifle em mãos e o olhar atento ao horizonte.
Esta estátua recria a cena silenciosa e reflexiva da Eastern Colorado University, um dos capítulos mais emocionantes do primeiro jogo.
Nesse trecho, Joel e Ellie atravessam o campus abandonado, conversando sobre o passado, os Fireflies e os sonhos de Ellie. O momento marca uma virada na relação entre os dois, que passa de uma parceria relutante para algo mais próximo de uma ligação entre pai e filha. A estátua escolhe justamente esse equilíbrio entre calma e tensão, em vez de apostar numa pose cheia de ação.
Um colecionável detalhado feito para exposição, não para brincar
A estátua é feita de polystone resin (também chamado de polystone ou polirresina), um material denso muito usado em peças premium. Ela mede cerca de 33 cm de altura, o que a coloca claramente na categoria de peça central de exposição, e não de enfeite pequeno para mesa.
A fabricante por trás do projeto é a Substance Modelworks, estúdio conhecido no meio colecionador por trabalhar com licenças grandes do entretenimento. Aqui, a proposta se concentra em escultura minuciosa e texturas realistas, buscando combinar com a identidade visual mais áspera do jogo da Naughty Dog.
O que a estátua destaca do jogo
Ellie e Callus: a postura na sela, a mochila, a posição da arma e a estrutura muscular do cavalo seguem de perto os modelos do jogo.
Postura de Joel: roupas gastas, equipamentos visíveis e uma posição levemente protetora ao lado do cavalo reforçam seu papel de guardião.
Base ambiental: a base sugere chão irregular e tomado pelo mato, em referência ao campus abandonado e ao cenário pós-pandemia mais amplo.
Cada detalhe procura reproduzir a estética desgastada e vivida de The Last of Us: das dobras nas roupas aos danos aparentes nos equipamentos. Esse cuidado com as pequenas imperfeições costuma ser justamente o que separa figuras de mercado de massa de estátuas premium.
A peça mira fãs que querem um retrato da ligação entre Joel e Ellie na prateleira, e não mais uma pose genérica de ação.
Um preço premium que restringe o público
Há um porém: o valor. A estátua chega por cerca de US$ 350, o que a coloca firmemente no segmento de alto padrão. Não é aquele tipo de item que você compra por impulso junto com um jogo novo; ela se aproxima mais de um objeto de arte em edição limitada.
As pré-vendas já estão abertas no site da fabricante, com envio previsto entre março e maio de 2026. Essa janela pode mudar conforme a demanda e a capacidade de produção, algo comum no mercado de colecionáveis.
| Produto | Material | Altura | Preço aprox. | Janela de envio |
|---|---|---|---|---|
| Joel & Ellie on Horseback Premium Statue | Polystone / resina | 33 cm | US$ 350 | março–maio de 2026 |
Para muitos fãs, esse preço exige planejamento, venda de colecionáveis antigos ou até abrir mão da compra. Já para colecionadores acostumados a estátuas de tiragem limitada de grandes franquias, o valor fica em linha com outros itens premium da mesma escala e material.
O futuro de The Last of Us segue em compasso de espera
O timing dessa estátua chama atenção porque ela chega em um período mais silencioso da franquia no lado dos videogames. Desde The Last of Us Part II, em 2020, os fãs aguardam sinais claros sobre um terceiro capítulo principal.
O diretor criativo Neil Druckmann já admitiu que existe um esboço de história para um possível Part III, mas a Naughty Dog não anunciou desenvolvimento ativo nem janela de lançamento. Em vez disso, o estúdio vem sendo ligado a um novo projeto de ficção científica e se afastou de um spin-off multiplayer ambientado no mesmo universo.
Hoje, colecionáveis, remasters e a série da HBO mantêm a visibilidade da franquia enquanto os jogadores esperam notícias sobre um possível Part III.
Esse vazio costuma empurrar os fãs para produtos derivados, como estátuas e outros itens, como forma de manter a conexão com a série. Para os fabricantes, é uma oportunidade rara: uma marca reconhecida no mundo todo, ainda quente culturalmente por causa da televisão, mas sem um novo jogo disputando atenção no mesmo período.
Por que uma estátua assim importa para os fãs
Para muitos jogadores, The Last of Us não é só sobre zumbis e furtividade. É sobre memórias bem específicas: a primeira vez que Joel pega o violão, as piadas de Ellie com o livro de trocadilhos, a cena das girafas e, claro, o passeio calmo pela Eastern Colorado University.
Uma estátua focada nesse momento mais silencioso deixa a intenção bem clara. Ela fala com fãs que sentiram o peso emocional da história e querem um objeto que remeta ao crescimento dos personagens, e não apenas ao combate. A escolha da cena agrada especialmente quem enxerga a trajetória de Joel e Ellie como um estudo sobre parentalidade complicada e trauma, e não como uma simples história de sobrevivência.
O que colecionadores precisam considerar antes da pré-venda
Para quem estiver tentado pela estátua, alguns pontos práticos contam tanto quanto a nostalgia:
Espaço: com 33 cm de altura e uma base larga, ela pede uma prateleira dedicada ou uma cristaleira, de preferência longe de sol direto e poeira.
Orçamento: os US$ 350 são só o valor inicial. Impostos de importação, taxas alfandegárias e frete podem elevar bastante a conta, especialmente fora dos EUA.
Tiragem: se a produção for limitada, o valor de revenda pode se manter estável ou até subir, mas substituir a peça fica difícil se ela chegar danificada.
Fragilidade: o polystone entrega detalhes mais nítidos, mas lasca com mais facilidade do que PVC, então o manuseio exige cuidado.
Entendendo o polystone e as estátuas premium de games
Para quem não acompanha o mercado de colecionáveis, o polystone é um material composto feito pela mistura de resina com pó de pedra. Ele passa uma sensação mais pesada e fria do que o plástico comum, o que dá às estátuas uma presença mais “sólida”. Esse peso, porém, também aumenta o risco em quedas e batidas.
As estátuas premium de videogame costumam seguir uma receita parecida: licença forte, escultura detalhada, construção em polystone, tiragem pequena e preço na casa das centenas de dólares. Elas ficam num meio-termo entre produto de consumo e peça de arte, misturando merchandising gamer com decoração.
Alguns colecionadores tentam montar uma linha coerente, combinando peças de The Last of Us com estátuas de outras franquias narrativas, como God of War, Horizon ou Red Dead Redemption. A consistência visual de escala e material pode transformar um canto gamer em uma espécie de galeria curada, em vez de um amontoado aleatório de figuras.
O que isso significa para os fãs de The Last of Us nos próximos anos
Considerando a janela de envio entre março e maio de 2026, essa estátua pode chegar às casas muito antes de qualquer próximo jogo principal. Essa distância mostra uma mudança maior nas séries de longa duração: entre um grande lançamento e outro, as marcas seguem vivas por meio de séries de TV, remasters e itens de colecionador como este.
Para os jogadores ainda ligados emocionalmente à história de Joel e Ellie, a estátua da cavalgada funciona como uma espécie de ponto de apoio. Mesmo que o próximo jogo siga por outro caminho, a peça fixa uma memória compartilhada: aquele passeio lento por um campus vazio, em que o apocalipse, por alguns instantes, parece silencioso e quase seguro.
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