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Fim de uma era. Renault Clio é o último do segmento com motor Diesel

Carro elétrico Renault Clio Future azul em exposição interna com detalhes em cobre e teto preto.

"A ficha caiu" enquanto preparávamos um texto sobre a nova geração do Renault Clio: se o Diesel está saindo da linha atual, isso também representa, na prática, o adeus dos motores Diesel ao segmento B, o dos compactos.

Quem diria. Ao longo de boa parte deste século, o Diesel foi encarado como a opção mais racional até em carros pequenos: fazia pouco consumo, entregava uma autonomia enorme e, com o tempo, esses motores também ficaram mais suaves e agradáveis de usar.

Era a alternativa preferida dos pais que rodavam 30 mil quilômetros por ano com as crianças e a casa inteira dentro do carro, além de quem dependia do automóvel como ferramenta de trabalho. Nenhum modelo do segmento escapou dessa onda: até o Toyota Yaris, hoje associado à motorização híbrida, já ofereceu versões Diesel.

No mercado, viraram febre e chegaram a ganhar status de culto: quem não se lembra do lendário SEAT Ibiza 1.9 TDI - bastava ter dois lugares e uma divisória de acrílico…

Renault Clio e o adeus do Diesel no segmento B

Só que o cenário mudou. O Dieselgate marcou o começo, e a ofensiva da União Europeia contra emissões completou o resto. Com a eletrificação, o motor Diesel foi sendo empurrado para a margem; os custos para controlar emissões dispararam e a carga tributária deixou de favorecê-lo.

No segmento B, onde cada euro faz diferença, manter a opção Diesel deixou de fechar a conta. A tecnologia é cara, o público diminuiu e surgiram alternativas - eletrificadas - cada vez mais eficientes.

A cada atualização de modelo ou nova geração, o Diesel foi sumindo desse segmento. Agora, sobra apenas um: o Renault Clio. E assim ele se prepara para encerrar um capítulo na história do automóvel. O Clio continua; já o seu Diesel - o venerável 1.5 dCi - não.

Para quem roda muito nesse tipo de carro, a escolha vai se restringir aos híbridos - que o Clio já oferece e deve seguir oferecendo - e à opção GPL, que também é uma marca registrada do compacto francês.

Os ganhos para a qualidade do ar que respiramos com o fim dos Diesel são inegáveis, mas nada substitui de verdade a experiência de encher o tanque com 70 euros, rodar 1000 km e ainda ter combustível sobrando. Para muita gente, isso também era liberdade.

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