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No laboratório de gravidade artificial, uma centrífuga única foi lançada para simular a gravidade da Lua e de Marte.

Paciente suspenso em equipamento médico futurista, cercado por cientistas em laboratório moderno.

Nova instalação permitirá, pela primeira vez, experimentos longos e o estudo de como o corpo humano se adapta a voos para o espaço profundo

A Universidade do Texas está prestes a colocar em operação uma centrífuga de pesquisa no laboratório de gravidade artificial Anthony Wood ’87 Artificial Gravity Lab. O equipamento será um dos mais avançados dos Estados Unidos e terá capacidade para simular por períodos prolongados a gravidade da Lua e de Marte, viabilizando a análise de como mudanças nesse ambiente afetam o organismo humano.

A centrífuga foi construída originalmente em 2005 para o programa NASA Constellation, que previa investigar as respostas fisiológicas de astronautas à gravidade reduzida. Com o encerramento do programa em 2009, a estrutura foi desmontada e permaneceu armazenada por mais de 10 anos no Centro Espacial Johnson.

Mais tarde, com apoio da iniciativa de pesquisa CRI, a professora de engenharia aeroespacial e ex-astronauta Bonnie J. Dunbar (Bonnie J. Dunbar) articulou a construção de um novo prédio. Na sequência, a NASA transferiu a centrífuga para a universidade e para a estação de engenharia TEES.

Centrífuga e gravidade artificial: simulação da Lua e de Marte para pesquisas com astronautas

A instalação será empregada para avaliar como diferentes sistemas do corpo - incluindo o cardiovascular - respondem à exposição prolongada à gravidade reduzida: cerca de 1/6 da gravidade terrestre na Lua e 3/8 em Marte. Pesquisas desse tipo são essenciais para aprimorar equilíbrio, circulação, resistência e a robustez geral do organismo durante e após missões espaciais.

O funcionamento se baseia na força centrípeta: a pessoa participante é girada ao redor de um ponto fixo, enquanto se ajustam a velocidade e a distância ao centro para reproduzir o nível de gravidade desejado. Com isso, torna-se possível definir com precisão a carga aplicada a regiões específicas do corpo - como o coração ou as pernas.

Quem participar dos estudos poderá permanecer por longos períodos sob gravidade artificial equivalente à da Lua ou de Marte. Hoje, esse tipo de investigação costuma durar apenas minutos, mas no futuro a duração poderá chegar a duas horas.

A centrífuga também servirá como base para desenvolver tecnologias destinadas a missões futuras. Estão previstos, por exemplo, experimentos sobre troca de calor e fluxo sanguíneo na pele em diferentes níveis de gravidade - informações que contribuirão para o projeto de novos trajes espaciais. Em paralelo, alguns trabalhos já estão em andamento: a pesquisadora principal Ana Diaz Artiles (Ana Diaz Artiles) conduz na Europa experimentos durante voos parabólicos, cujos resultados complementarão as pesquisas que serão feitas na centrífuga.

A expectativa é que os dados obtidos influenciem diretamente o planejamento de missões, o desenvolvimento de naves espaciais e as estratégias para preservar a saúde de astronautas em viagens longas rumo à Lua e a Marte.

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