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Tropas de montanha dos exércitos da Argentina e do Chile começaram a subir o cerro Aconcágua.

Soldados em roupas de camuflagem com bandeiras da Argentina e Chile apertam mãos em ambiente nevado montanhoso.

As tropas de montanha dos Exércitos da Argentina e do Chile iniciaram uma ascensão conjunta ao Monte Aconcágua, como parte de uma expedição binacional vinculada ao Programa de Adestramento Estival da 8ª Brigada de Montanha do Exército Argentino.

A solenidade que marcou o começo da operação andinística ocorreu no Refúgio Militar “Cristo Redentor”, na Cordilheira dos Andes, reunindo o efetivo que compõe a cordada combinada responsável pela escalada.

Expedição binacional no Aconcágua: objetivos operacionais das tropas de montanha

A atividade integra a lembrança dos 25 anos da última ascensão binacional ao Aconcágua realizada por tropas de montanha de ambos os Exércitos. Nesta edição, os militares organizaram uma cordada batizada de “Exército dos Andes”, em alusão à campanha histórica de independência conduzida pelo General José de San Martín ao lado do General Bernardo O’Higgins.

Durante a cerimônia, foi enfatizado o caráter conjunto da expedição e os objetivos que a orientam, com destaque para o fortalecimento da interoperabilidade, o intercâmbio de experiências e a coordenação operativa entre as tropas de montanha argentinas e chilenas.

Também foi ressaltado o valor da Cordilheira dos Andes como ambiente de instrução e cooperação operacional, onde o planejamento detalhado e o trabalho sincronizado são decisivos para o cumprimento da missão.

Desenvolvimento da cerimônia e planejamento integral

A formação incluiu o hasteamento das bandeiras nacionais, a execução dos hinos de ambos os países, uma invocação religiosa e a entrega de distintivos de identificação da expedição, além de lembranças simbólicas de cume que acompanharão os integrantes ao longo da ascensão.

A execução seguirá um planejamento integral, com um esquema logístico específico e protocolos sanitários e de segurança. Entre as medidas previstas estão avaliações médicas, processos de aclimatação gradual, patrulhas de resgate, apoio de meios aéreos e monitoramento contínuo das condições meteorológicas e do terreno.

Em expedições desse porte, a gestão do risco passa, ainda, por rotinas estritas de hidratação, alimentação e controle de fadiga, considerando a progressão em altitude e a necessidade de manter desempenho e tomada de decisão em um ambiente de baixa pressão de oxigênio.

Além disso, a operação contempla boas práticas de permanência em ambiente de montanha, com cuidado na circulação por trilhas, gerenciamento de resíduos e preservação do entorno, reforçando a responsabilidade ambiental como parte da disciplina operacional.

Coordenação prévia entre Argentina e Chile

A ascensão conjunta foi precedida por uma série de instâncias de coordenação realizadas no fim de 2025, incluindo uma reunião na Companhia de Caçadores nº 8 “Tenente Ibáñez”, na província de Mendoza. No encontro, avançou-se no planejamento logístico, administrativo e operativo da subida ao Aconcágua, que, com 6.960 metros de altitude, exige elevado nível de preparo técnico e coordenação interinstitucional.

A reunião contou com autoridades dos dois Exércitos. Pela Argentina, participou o General Gonzalo Rodríguez E., comandante da 8ª Brigada de Montanha; pelo Chile, esteve presente o Coronel Felipe Olea P., diretor da Escola de Montanha do Exército do Chile.

A expedição binacional “Aconcágua 2026” integra um processo contínuo de cooperação militar entre Argentina e Chile, no qual a Cordilheira dos Andes se consolida como espaço de treinamento conjunto e de coordenação operativa entre forças de ambos os países.

Imagens obtidas do Ministério da Defesa da Argentina.

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