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Linux cresce em popularidade após o fim do Windows 10. Veja os dois motivos.

Pessoa conectando um controle de videogame a um computador em uma mesa de madeira.

Linux está ganhando um pouco mais de espaço depois do fim do Windows 10. Com a ajuda dos aplicativos web, muita gente consegue trabalhar em uma distribuição Linux sem precisar se preocupar com a disponibilidade nativa dos programas. E o jogo em Linux também avançou graças aos esforços da Valve.

Mesmo que o Linux ainda esteja muito longe de alcançar as mesmas fatias de mercado que o Windows nos PCs, o sistema vem se beneficiando do encerramento do Windows 10 para conquistar novos computadores. Vale lembrar que a Microsoft encerrou oficialmente o suporte ao Windows 10 em outubro, e milhões de máquinas que usam esse sistema operacional não são compatíveis com o Windows 11. Além disso, embora ainda seja possível receber atualizações de segurança da Microsoft por mais um ano, muitas pessoas já instalaram uma alternativa ao antigo sistema operacional em seus computadores.

Entre essas alternativas estão o Chrome OS Flex, do Google, e também as distribuições Linux. Uma delas, o Zorin OS, lançou justamente uma nova versão de seu sistema operacional no dia em que o Windows 10 chegou ao fim. Um mês depois, esse sistema havia sido baixado mais de um milhão de vezes, sendo que 78% desses downloads vieram de usuários do Windows.

Outra distribuição, chamada Bazzite, voltada para jogos, registrou mais de um petabyte de downloads de sua ISO em 30 dias, algo inédito. Pelos cálculos dos nossos colegas da Tom’s Hardware, isso pode equivaler a 143 mil downloads.

Linux no PC ficou mais fácil em 2025

Uma das vantagens do Windows é que a maioria dos usuários já está acostumada com sua interface. A outra é que ele oferece suporte a quase todos os aplicativos de que a pessoa precisa. Ainda assim, no caso do Zorin OS, por exemplo, o projeto criou um sistema operacional fácil de usar e menos intimidador para antigos usuários do Windows 10.

No que diz respeito aos aplicativos, o fato é que, em 2025, a maior parte das pessoas já não depende tanto de programas nativos. Hoje, muitos dos recursos indispensáveis no dia a dia - exceto para tarefas muito especializadas - estão disponíveis em versão web. Assim, vários usuários já não precisam mais se perguntar se os serviços de que dependem estão disponíveis de forma nativa no Linux.

Para quem está pensando em migrar, também vale lembrar que é possível testar uma distribuição antes da instalação definitiva. Rodar o sistema a partir de um pendrive bootável, por exemplo, ajuda a conhecer a interface e a compatibilidade do hardware sem substituir imediatamente o sistema atual.

Linux no Steam: um sistema mais amigável para gamers

Para os gamers, o Linux está se tornando uma alternativa viável. Em outubro, a participação do Linux no Steam ultrapassou 3% pela primeira vez. E esse índice alcançou um novo recorde em novembro.

O jogo em Linux avançou bastante com o lançamento do Steam Deck, da Valve, que usa uma versão do Linux. A empresa desenvolveu uma tecnologia chamada Proton, que facilita a compatibilidade de jogos criados para Windows com Linux e também beneficia outras distribuições.

Além disso, o ecossistema de jogos no Linux passou a receber mais atenção de desenvolvedores, fóruns e comunidades que ajudam novos usuários a ajustar drivers, bibliotecas e configurações gráficas. Isso reduziu parte da complexidade que antes afastava muita gente e tornou a experiência mais próxima da de um PC tradicional com Windows.

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