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Carro da Xiaomi perdeu 600 cv sem consentimento dos clientes

Carro elétrico cinza Sum Ultra exibido em salão com rodas esportivas e faróis modernos.

Chegar em casa com quase 1600 cv e acordar no dia seguinte com pouco mais de 900 cv: foi exatamente isso que alguns donos do novo Xiaomi SU7 Ultra relataram depois de uma atualização over-the-air aplicada durante a madrugada.

Sem qualquer aviso, a Xiaomi passou a impor, por software, um limite ao sistema de propulsão do SU7 Ultra. Ao ligar o carro pela manhã, motoristas viram uma nova mensagem na tela: para voltar a liberar a potência máxima, agora seria preciso completar uma volta de qualificação em um dos circuitos autorizados, usando o novo “Ranking Mode”.

A resposta do público veio na mesma velocidade. Em questão de horas, a Xiaomi recebeu tantas críticas que acabou voltando atrás, liberando uma nova atualização que restaurou os valores originais.

Com a pressão, a empresa não apenas suspendeu a restrição, como também admitiu que, daqui para frente, precisa comunicar melhor seus clientes sobre atualizações de software - especialmente em relação à transparência e ao alinhamento de expectativas.

Segundo os compradores, a aquisição foi feita com base em um carro de 1600 cv, e eles não esperavam que essa potência pudesse ser reduzida remotamente, sem consentimento.

Testar o Xiaomi SU7 Ultra sem restrições na Europa

Já a unidade do Xiaomi SU7 Ultra que está em testes na Alemanha, no circuito de Nürburgring-Nordschleife, não deve operar com nenhuma dessas limitações ativas.

Além do conjunto de propulsão, essa versão do SU7 também traz bateria CATL Qilin II, sistema de freios Akebono com discos carbo-cerâmicos e um pacote aerodinâmico em fibra de carbono.

Nesse último, pode haver - como opcional - um capô dianteiro com duas saídas de ar gigantes, como já aparecia no protótipo de pré-produção. O objetivo desta marca chinesa é claro e está explicado neste artigo:

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