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O robô Curiosity da NASA encontrou uma superfície parecida com “escamas de réptil do espaço”.

Rover em terreno marciano com pedaços secos de solo vermelho ao redor em paisagem desértica.

Cientistas investigam a origem da formação

O rover Curiosity registrou na superfície de Marte uma estrutura rochosa incomum, com aparência de “escamas”, cuja origem ainda não foi esclarecida. As imagens foram captadas enquanto o veículo seguia em direção a um novo alvo de pesquisa.

As fotografias foram divulgadas pelo engenheiro Kevin M. Gill, da NASA, na rede social Bluesky. Nelas, a superfície aparece coberta por padrões poligonais repetitivos, formando mosaicos que ocupam áreas extensas e parecem mais marcantes do que estruturas semelhantes observadas anteriormente.

A agência ressalta que formações poligonais desse tipo já foram vistas antes, mas desta vez “elas se estendem por metros e têm alta densidade”. Agora, o Curiosity está coletando imagens adicionais e dados químicos para testar diferentes hipóteses sobre como esses padrões se formaram.

Uma das explicações considera a relação com antigos depósitos de argila, que teriam se fissurado devido a repetidos ciclos de secagem e umedecimento. Esses processos poderiam ter ocorrido há cerca de 3,8–3,6 bilhões de anos, quando Marte era mais quente e úmido e poderia haver água líquida na superfície.

O Curiosity encontrou essa superfície incomum a caminho da cratera Antofagasta, com cerca de 10 metros de diâmetro. Pesquisadores avaliam que, nessa região, podem persistir compostos orgânicos - possíveis indícios de vida antiga.

O interesse por achados assim cresce junto a outros resultados recentes. Antes, o rover Perseverance identificou na cratera Jezero estruturas que podem estar associadas a biomarcadores de microrganismos antigos. Os novos dados do Curiosity podem complementar esse cenário e ajudar a detalhar quais condições existiram em Marte no passado.

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