A Coros segue mantendo a Garmin a uma distância segura no segmento de relógios esportivos por menos de 300 euros, desde que a ideia seja comprar um acessório focado quase exclusivamente em treino. A Coros Pace 4 eleva o nível em relação à Pace 3, estreia de forma muito convincente a tecnologia AMOLED na tela e ainda entrega uma autonomia realmente fora da curva. Em compensação, ela não avança muito quando o assunto são recursos para o dia a dia. A seguir, o nosso teste em uso real e a nossa opinião sobre o relógio.
Vista no pulso de Eliud Kipchoge na maratona de Nova York, a nova Coros Pace 4 rapidamente entrou no kit de muitos corredores após chegar ao mercado no fim de 2025. Como sucessora direta da Pace 3 (lançada em 2022), ela herdou a tela AMOLED que estreou na Pace Pro. O painel mantém o mesmo tamanho do modelo mais acessível da marca e segue a filosofia da Coros de priorizar um relógio extremamente leve. A fórmula parece tão bem encaixada que a Pace Pro tende a perder espaço na linha.
E a Pace 4 não chega apenas para “bater” nos modelos internos. Ela desembarca numa linha já reorganizada: desde agosto de 2025, a Coros lançou outros dois relógios - a inédita Nomad, voltada a aventuras ao ar livre (trilhas, mas também caça e pesca), e a Apex 4, quarta geração do modelo pensado para montanha. Essa dupla também ajuda a explicar por que a Pace Pro passa a fazer menos sentido no portfólio.
Antes de colocar a Pace 4 no pulso, usamos a Pace 3 por mais de um ano. Como parceira constante de treinos de corrida, ela virou a nossa escolha preferida por um motivo bem direto: queríamos uma opção barata, leve, precisa, com muita bateria e confortável. Ela entregava tudo isso. Então, o que a Pace 4 ainda poderia acrescentar? A resposta óbvia é a tela AMOLED - desde que isso não custasse autonomia, leveza e preço. Três anos depois da Pace 3, também era razoável esperar alguns recursos que já existem em rivais…
Apresentação da Coros Pace 4
O que mudou e o que é novidade
Antes de entrar no relato do teste, vale resumir o que a Pace 4 traz em relação à Pace 3. A principal virada está na tela: sai a tecnologia MIP (transfletiva) e entra o AMOLED, oferecendo mais brilho, contraste superior e cores mais vivas e variadas. O tamanho permanece em 1,2 polegada, mas a definição dá um salto: agora são 390 x 390 pixels (antes, 240 x 240 pixels), um nível semelhante ao de uma Apple Watch. A moldura ao redor do display também passa a lembrar mais a Pace Pro - com aparência mais sólida e madura.
O outro grande destaque é a autonomia da Pace 4, que muda de patamar frente à Pace 3. A Coros conseguiu colocar uma bateria bem mais forte do que a da geração anterior (que já era excelente), reforçando a disputa com a concorrência, especialmente a Garmin. A marca ainda cita um novo sensor de frequência cardíaca e um novo processador, para deixar a navegação mais ágil e as funções mais responsivas. Em recursos, entra um microfone. E, por conta do AMOLED, o relógio também pode atuar como lanterna à noite. Para completar, há um terceiro botão físico, pensado para facilitar a troca de menus.
No preço, houve um reajuste moderado em relação à Pace 3 - algo que precisa ser lido junto com as mudanças e a inflação no período. Assim, a Coros Pace 4 custa 269 euros, contra 249 euros da Pace 3 (que depois teve o valor reduzido para 229 euros, até zerar estoque). A Pace 4 pode ser comprada com pulseira de silicone ou de nylon, sem diferença de preço. As vendas começaram em dezembro de 2025, nas cores preta ou branca.
Conforto e construção (design) do relógio
A Coros não redesenhou a Pace 4 do zero, mas dá para perceber uma intenção clara de deixá-la com um ar mais “adulto”. A caixa se aproxima do visual da Pace Pro. Ela parece mais robusta, embora siga sendo de plástico. Isso não surpreende - e tampouco decepciona - porque parte do apelo da Pace 4 é continuar leve e relativamente acessível. Sem trocar radicalmente os materiais, a Coros refinou linhas e proporções. A proteção do visor é em vidro mineral, sem safira ou Gorilla Glass (uma escolha que ajuda a segurar peso e preço).
Com um visual mais encorpado, a Pace 4 também tenta ser mais discreta - e a retirada do aro decorativo que existia na Pace 3 ajuda bastante. O nome da marca permanece na lateral esquerda, e basicamente só. Ainda é um relógio esportivo, mas conversa melhor com modelos de faixa superior. Para reforçar o toque premium, o painel tem bordas levemente curvadas, que se integram ao corpo de plástico sem “degraus”. Esse encaixe melhora tanto a estética quanto a sensação ao toque (e vale lembrar que a tela continua sensível ao toque).
Os botões mudaram de forma sutil: estão um pouco mais largos, facilitando o acionamento. E agora são três. A Coros adiciona um terceiro botão para quem prefere navegar sem depender do toque. Ele também pode servir como atalho durante atividades. Dá para escolher entre: alternar telas (incluindo ir para o acompanhamento de rota), marcar um local, avançar para a próxima volta (lap) ou deixar sem função definida. O botão da direita também pode receber ajustes do mesmo tipo.
Na pulseira, a marca mantém a lógica: segue existindo a escolha entre silicone e nylon. As pulseiras da Pace 3 também funcionam na Pace 4. Para o nosso teste, recebemos a versão de silicone - que não é a nossa recomendação principal, já que a pulseira de nylon é excelente (mais leve, mais confortável e com ajuste muito eficiente). Ainda assim, a pulseira de silicone surpreendeu: foi bem respirável e agradável, inclusive para dormir.
A pulseira de silicone existe em dois tamanhos, para atender pulsos maiores. No tamanho padrão, e com o nosso pulso mais fino, ainda sobraram 7 furos para apertar. O ajuste padrão da pulseira da Coros Pace 4 vai de 135 a 205 mm, enquanto a versão maior vai de 150 a 235 mm. Para ter a versão mais leve da Pace 4, o caminho é escolher a pulseira de nylon: o relógio fica com 32 gramas, contra 40 gramas com a pulseira de silicone. Em relação à Pace 3, a Coros adiciona apenas 2 gramas ao conjunto.
Preço e disponibilidade
A Coros Pace 4 está à venda por 269,00 € desde dezembro de 2025. Ela é comercializada no site oficial da Coros, em e-commerces e também em lojas físicas especializadas, além da Decathlon. Em janeiro de 2026, finalmente passou a existir disponibilidade da versão com pulseira de nylon, após semanas fora de estoque. Por enquanto, porém, apenas a cor preta aparece com nylon - a opção branca ainda não chegou. Como já deu para entender, a Pace 4 também é vendida com pulseira de silicone, em preto e branco.
Nosso teste da Pace 4
Vamos ao que importa: o teste da Coros Pace 4. Para formar opinião sobre a nova esportiva - concorrente direta da Garmin Forerunner 165 - corremos mais de 400 quilômetros com ela e fizemos várias horas de treino em academia, incluindo musculação e elíptico. Também usamos a Coros Pace 4 todas as noites, para observar como se sai no monitoramento do sono. No geral, repetimos o mesmo padrão de uso que tivemos por meses com a Pace 3, o que ajuda a enxergar com mais clareza onde realmente houve evolução.
Como já adiantamos, a Pace 4 traz um processador novo. E, para sustentar um painel com resolução bem maior do que o da Pace 3, era inevitável exigir mais capacidade de processamento. Na prática, o resultado é um relógio rápido, inclusive nas interações por toque.
Sensores e medições da Coros Pace 4: refinamento, não revolução
A Pace 4 muda bastante em tela e bateria, mas não vira outro produto quando falamos de sensores e métricas. No papel, a Coros anuncia um novo sensor cardíaco. Na vida real, a diferença não é drástica: o sensor continua muito bom na maior parte dos cenários. Para perceber limitações, é preciso levá-lo a treinos de intervalos muito curtos e intensos, com frequência cardíaca alta - nesses casos, os picos de FC máxima tendem a aparecer abaixo do real.
Ainda assim, a Pace 4 repete um comportamento que também vimos na Pace 3 e em muitas outras esportivas: no frio, ou com suor em excesso, o sensor no pulso pode se perder e mostrar uma frequência errada - ou até parar de exibir dados. Isso varia de pessoa para pessoa (pele, pelos) e também do ambiente. No nosso caso, foi necessário usar um sensor externo, especificamente a braçadeira de frequência cardíaca da Coros. Ela se conecta automaticamente ao relógio antes de cada treino, sem exigir que a gente toque em nada.
No GPS, a Coros também fala em sensor de dupla frequência aprimorado. No uso comum, a mudança é sutil porque o GPS da Pace 3 já era muito competente. Mas, em trechos de mata ou em áreas urbanas com ruas estreitas, a Pace 4 tende a ser mais precisa do que a Pace 3, chegando muito perto de um nível “quase perfeito” para a categoria (sem precisar pagar mais caro por precisão). A única perda aqui é que a Coros removeu o modo de GPS mais econômico (e também o menos preciso), o que não pesa muito - até porque não é um modo que a gente recomende.
Na Pace 4, a Coros eliminou o GPS simples e deixou apenas o modo de dupla frequência (o mais preciso e mais gastador) e o modo clássico, chamado "Todos os sistemas". A mensagem é clara: a marca quer que o relógio entregue medições sempre no melhor padrão, e também quer mostrar que não depende mais de um modo “ultra eficiente” para sustentar a autonomia, já muito superior. O modo mais básico continua existindo em modelos mais voltados ao outdoor, como a Apex 4 (modo endurance), para manter atividades por mais tempo sem interrupções.
Além disso, a Coros Pace 4 mede temperatura na pele (com exibição liberada via atualização em janeiro de 2026), conta com altímetro (muito útil para trail e trilhas, ajudando no cálculo de ganho/perda de elevação) e traz os clássicos giroscópio, acelerômetro e bússola eletrônica. Em comparação com a Pace 3, não há sensores adicionais inéditos.
Análise e previsão: a Pace 4 segue como referência
As medições da Coros Pace 4 alimentam as análises no app, que servem para entender treinos e evolução. Esse ponto é muito mais software do que hardware - e a Coros não separa Pace 3 e Pace 4 nesse aspecto: as duas recebem as mesmas funções. Na nossa avaliação, a Coros ainda leva vantagem sobre a Garmin quando o assunto é análise de treinamento, por apresentar dados mais relevantes, fáceis de entender e bem organizados em uma única tela.
O sistema de análise continua forte, com status de nível de treino, que mostra o condicionamento (fitness) e a carga de treino do momento. O valor prático é alto: com isso, dá para se posicionar em relação ao pico de forma e ao efeito do treino. Em segundos, você entende se está mantendo o nível, evoluindo ou se reduziu carga o bastante para chegar pronto a uma performance. Também é um bom termômetro para evitar excesso e o risco de lesões associado.
Assim como na Pace 3, a Coros Pace 4 também oferece um indicador de recuperação (em porcentagem e em horas), ótimo para enxergar a energia antes ou depois de uma sessão. E, para um recorte mais específico da corrida, a Coros detalha nossos ritmos (limiar, sprint, velocidade, endurance, recuperação), estimativa de VO2max e frequência cardíaca no limiar. Depois disso, entra um preditor de prova para 5 km, 10 km, meia maratona e maratona.
Outra métrica bem avançada da Coros é o score de rendimento. Ele já existia na Pace 3 e volta na Pace 4. Em porcentagens, ele ajuda a entender se algum fator favoreceu ou prejudicou o desempenho. Durante a atividade, esse indicador traz pistas úteis sobre o nível de energia - e a Coros faz isso muito bem. Abaixo, explicamos como interpretar esse score.
Um rendimento na casa de 90% (ou menos) indica rendimento baixo (algo que pode ser explicado por fadiga, terreno inadequado, tênis mais pesados ou uma carga de treino alta antes da sessão). Já um rendimento em 100% ou acima sugere que estamos em ótima fase, com fitness alto e muita energia, ou em condições favoráveis (como temperaturas ideais).
Esse pacote de análises e estatísticas já nos agradava muito na Pace 3 e segue sendo um diferencial frente aos concorrentes. Ou seja: ao escolher a Pace 4, você continua com um relógio que não só registra o treino, mas também mostra onde você está em fitness e carga, além de estimar tempos de prova para ajudar a calibrar metas sem exagero - nem para mais, nem para menos.
Microfone na Pace 4: para que serve esse acréscimo da Coros?
Entre as novidades de hardware que viram função prática, vale falar do microfone. A Coros posiciona isso como um recurso voltado ao esporte (não dá para atender ligações pelo relógio). A ideia aqui é gravar notas de voz, adicionando comentários sobre sensações após os treinos. Antes, era preciso abrir o app e digitar as observações.
Para quem já fazia esse tipo de registro, o microfone é uma melhoria real: simplifica a anotação e permite registrar exatamente no momento em que a atividade termina. Para quem nunca usou notas, por outro lado, a função pode soar dispensável. Ela até pode incentivar algumas pessoas, mas também tem chance de acabar esquecida.
Cartografia ainda não: ausência permanece na Pace 4
Mesmo se aproximando do visual de uma Pace Pro, a Pace 4 não absorve o maior trunfo daquele modelo: cartografia para navegação de rotas. Em trilhas, hikes, trail run ou mesmo em um percurso desconhecido, a Coros Pace 4 não consegue servir como “guia” com mapa completo. Falta justamente a cartografia que exibiria ruas e caminhos para contextualizar a rota. Assim como na Pace 3, a alternativa existe, mas é mais simples e exige menos recursos: um rastro tipo fio de Ariadne. Em outras palavras, você vê apenas a linha do trajeto sobre um fundo escuro.
Esse “fio de Ariadne” funciona razoavelmente bem - testamos várias vezes, inclusive em preparação de meses para uma prova de trail. Na nossa visão, ele ainda permite seguir um itinerário. O problema é que fica mais fácil errar uma bifurcação quando há cruzamentos com direções muito parecidas. Aí, é preciso dar o máximo de zoom para ter certeza de que está no caminho certo. Para entender por que não há mapas na Coros Pace 4, basta olhar o armazenamento: como a Pace 3, são apenas 4 GB, usados basicamente para sistema, dados e música. Já a Coros Pace Pro tinha 32 GB.
A Coros parece querer posicionar a Pace 4 como um modelo mais urbano e deixar a cartografia para a linha outdoor. Ainda assim, é uma pena - porque mapa completo é prático também fora da natureza.
A Coros Pace 4 no dia a dia: continua limitada
Da Pace 4, esperávamos uma tela AMOLED e uma autonomia tão boa quanto antes, sem sofrer com o consumo extra do painel. A Coros entregou exatamente isso. O que não aconteceu foi um avanço relevante em funcionalidades do cotidiano, que podem ser muito úteis inclusive para quem treina com frequência. O exemplo mais óbvio é pagamento por aproximação, como a Garmin oferece via Garmin Pay.
Infelizmente, o relógio não traz NFC. É verdade que implementar um serviço de pagamento completo é caro e complexo, mas mesmo só ter o chip NFC já permitiria guardar outros tipos de cartões em alguns contextos, como cartão de transporte. Talvez a Coros esteja esperando esse tipo de uso se popularizar de vez antes de investir nisso. O fato é: sair para correr, caminhar ou pedalar sem smartphone e sem cartão é uma conveniência enorme.
No uso diário, a Pace 4 praticamente repete a Pace 3, com uma exceção importante: a função de lanterna (bem-vinda), viabilizada pela tela AMOLED (há também modo SOS). Ela aumenta o brilho ao máximo e exibe uma tela branca, iluminando no escuro para ajudar a se orientar sem incomodar e sem precisar pegar o celular ou uma lanterna de verdade. Funciona muito bem em quarto ou em barraca.
Outro ponto criticável está no player de mídia. Ele já existia na Pace 3 e o problema segue igual na Pace 4: não dá para voltar ou avançar dentro de uma faixa. Para música, isso raramente incomoda, mas para podcasts vira um limitador - não dá para retornar a um trecho específico nem pular adiante com precisão. Ou seja, é melhor prestar atenção. Diferente da Garmin, não há apps para baixar no relógio, como Spotify.
Fora isso, a Pace 4 mantém o básico do ecossistema Coros: monitoramento do sono, previsão do tempo e exibição de notificações. Vale registrar a chegada da exibição da temperatura do sensor, liberada por atualização em janeiro de 2026. O sono é relativamente coerente com o que vivemos, mas não substitui um anel inteligente quando o objetivo é ter métricas mais detalhadas de duração e estágios, como sono profundo.
Para recuperação noturna, porém, a Pace 4 entrega uma leitura de VFC (variabilidade da frequência cardíaca) bastante útil para entender forma e recuperação do sistema cardiovascular - ajudando a reduzir o risco de overtraining.
Bateria e autonomia da Coros Pace 4
Uma semana e meia: mais do que esperávamos
A maior evolução prática dessa geração é a autonomia - e ela realmente impressiona. O que a Coros promete na teoria apareceu no nosso uso real: com parâmetros e rotina semelhantes aos da Pace 3, dá para ganhar cerca de 3 dias a mais em relação ao modelo anterior (que já era excelente). Na prática, conseguimos uma semana e meia com a Coros Pace 4 em um uso bem intenso. E é totalmente plausível chegar a 2 semanas se as atividades não exigirem GPS.
Ficamos surpresos: depois de 7 dias, ainda havia 37% de bateria, mesmo com 5 treinos e 6 horas de GPS em dupla frequência. Só precisámos recarregar após uma semana e meia, depois de 6 corridas e 2 treinos de musculação (mais de 9 horas de exercícios ao todo). Um resultado muito forte - ainda mais considerando que a tela AMOLED consome mais energia do que a geração anterior.
Durante todo o teste, deixamos o GPS em dupla frequência o tempo inteiro. Não houve necessidade de trocar para uma configuração mais econômica, a não ser que você esteja realmente sem carga. Para poupar bateria, outras configurações ajudam: desativar monitoramento de estresse, sono, reduzir brilho, desligar alertas de atividade e desabilitar o Always-On (se já não estiver desligado).
Always-On e o impacto na autonomia
O modo Always-On (que mantém o display permanentemente ligado, ainda que com visual simplificado) pesa bastante. Em vez de 41 horas com GPS (todos os sistemas), você passa a ter 31 horas em GPS e Always-On. A dupla frequência também consome no mesmo nível do Always-On: a autonomia indicada pela Coros é de 31 horas com GPS de dupla frequência. Sem atividades, a autonomia da Coros Pace 4 é de 19 dias e de 6 dias com o modo Always-On ativado. Em dupla frequência com Always-On, a autonomia cai para 24 horas.
No nosso teste, preferimos desativar o Always-On não por causa da bateria, mas por conforto. Basta levantar o pulso para o relógio acender e mostrar as horas - e isso funciona muito bem, então não vimos vantagem em manter o display ligado quando não estamos olhando. Ainda assim, dá para habilitar o Always-On apenas durante atividades, e aí ele é realmente útil. Nós deixámos assim o tempo todo.
Carregamento com adaptador proprietário
No carregamento, conte cerca de 1 hora e meia com o relógio conectado. Como na Pace Pro (que introduziu esse sistema), não vem mais um cabo no pacote: em vez disso, há um pequeno adaptador que permite conectar um cabo USB-C ao relógio, que usa uma porta proprietária. A solução é prática porque você pode usar um cabo USB-C comum, sem carregar um cabo específico - mas também exige cuidado para não esquecer (e não perder) esse adaptador. Importante: o cabo antigo da Pace 3 e de outras Coros não é compatível com a nova porta da Pace 4.
Veredito: nossa opinião sobre a Coros Pace 4
A Coros Pace 4 reforça seu lugar como uma referência entre relógios esportivos por menos de 300 euros. Ela mantém as virtudes que já faziam a Pace 3 brilhar: leveza, conforto, autonomia muito acima da média e alta precisão nas medições. Em cima disso, soma uma tela AMOLED clara e rápida, que muda bastante a experiência visual. A navegação melhora graças ao novo processador e ao terceiro botão físico, e a bateria supera com folga as expectativas, mesmo com uso pesado de GPS. Para corredores e praticantes regulares, continua sendo uma ferramenta confiável, com acompanhamento preciso e análises consistentes para treinar melhor e evoluir.
Por outro lado, a Pace 4 não transforma a experiência fora do esporte. A falta de NFC, de cartografia completa e de recursos multimídia mais avançados reduz o apelo para quem quer um relógio mais “smart” no cotidiano, um campo em que a Garmin ainda leva vantagem. A Coros Pace 4 é, acima de tudo, um relógio esportivo - e não um companheiro conectado completo. Mas se a sua prioridade é ter algo leve, resistente, com bateria longa e métricas precisas por vários dias sem recarga, a Pace 4 é uma escolha difícil de ignorar nessa faixa de preço.
Coros Pace 4 - preço e notas
Preço: 269,00 €
Nota geral: 9
| Critério | Nota |
|---|---|
| Concepção | 9.0/10 |
| Autonomie | 10.0/10 |
| Fonctions | 8.0/10 |
| Equipements | 9.0/10 |
| Appréciation générale | 9.0/10 |
Pontos positivos
- Continua extremamente leve e confortável
- Preço baixo
- GPS preciso
- Autonomia gigantesca
- A adoção do AMOLED é total (é difícil querer voltar atrás)
Pontos negativos
- Sem cartografia
- Sensor cardíaco pede acessório no inverno
- Não dá para atender chamadas nem pagar via NFC
- Controle de música limitado
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