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Estudo mostra: Aqui as famílias encontram os ovos de Páscoa de chocolate mais baratos.

Pai e filha pequena com cestinha e ovos coloridos fazem compras em corredor de supermercado decorado para Páscoa.

Ovos de chocolate, coelhos, figuras ocas pequenas: para as crianças, isso está entre os momentos mais esperados do ano; para muitas famílias, porém, virou um item de gasto relevante. Uma pesquisa recente com mais de mil lares ajuda a navegar pelo “labirinto” das gôndolas de Páscoa e aponta qual rede é vista como a melhor escolha em custo-benefício quando o assunto é chocolate de Páscoa.

Quanto as famílias de fato reservam para chocolate de Páscoa

O levantamento on-line foi realizado em abril de 2024. Ao todo, 1.257 pessoas relataram como estão a planear (planejando) a Páscoa de 2025 - e o recado é claro: chocolate nesta época pesa no orçamento.

Em média, os lares separam cerca de 51 euros por ano apenas para chocolate de Páscoa.

Em casas com mais de uma criança, a conta cresce rápido. Ao mesmo tempo, a alta nos custos de cacau e energia tem impacto direto no preço final na prateleira. Por isso, muitos responsáveis tentam manter a tradição, mas com compras mais conscientes e calculadas.

O que manda na decisão: preço, marca ou sabor no chocolate de Páscoa?

Quando se trata de escolher o que vai para o carrinho, a pesquisa mostra com nitidez quais critérios pesam mais:

  • 67% apontam o preço como o fator principal.
  • 32% dão prioridade à marca.
  • 30% colocam o sabor como prioridade.

O dinheiro fala mais alto. Uma parte significativa dos consumidores aceita trocar marcas tradicionais por marcas próprias (de supermercado) quando a diferença de preço é perceptível. Na prática, isso se traduz em comparar rótulos, fazer contas mentalmente e levar a opção com melhor equilíbrio entre quantidade e valor pago.

Ranking de preços de chocolate de Páscoa: Lidl lidera

Ao perguntar qual rede oferece os melhores preços em chocolate de Páscoa, surge um ranking bem definido. Três nomes concentram a maioria das respostas - e um deles aparece à frente.

Na consolidação dos dados, a Lidl é vista pelos participantes como a melhor opção para comprar chocolate de Páscoa mais barato.

A classificação fica assim:

Supermercado Percentual de menções como “escolha mais barata”
Lidl 36%
E.Leclerc 32%
Carrefour 25%

As três redes aparecem com percentuais próximos, mas a Lidl consegue uma vantagem. A explicação mais provável está no conjunto: marcas próprias, ações sazonais e promoções bem comunicadas em encartes e aplicativos.

O que costuma entrar no cesto (ou no “ninho”) de Páscoa

O estudo não se limita às redes: ele também mapeia quais itens têm maior procura - e o retrato coincide com o que normalmente se vê nas gôndolas.

  • 64% compram figuras de chocolate como coelhos, galinhas ou sinos.
  • 49% colocam ovos de chocolate no carrinho.
  • Entre os ovos, 53% preferem versões com “efeito surpresa”.
  • 17% escolhem os clássicos peixinhos ou misturas de pedacinhos pequenos, usados muitas vezes como itens para espalhar e completar os ninhos.

Ou seja: as estrelas são as figuras maiores e os ovos recheados ou com surpresa, ideais para a brincadeira de “caça” aos presentes. Já os mix pequenos entram mais como complemento, para “encher” os cestos.

Planejamento no celular antes de ir ao mercado

Para muita gente, a compra começa antes de entrar na loja - no ecrã (tela) do smartphone. O levantamento indica uma mudança clara de comportamento:

  • 62% dizem que promoções influenciam bastante a decisão.
  • 57% planejam usar recursos digitais para se preparar.
  • 31% recorrem especificamente a aplicativos de descontos.
  • 26% consultam os sites das redes para comparar encartes.

Hoje, muitas famílias montam o cesto de Páscoa primeiro no celular - e só depois na prateleira.

Quem tem flexibilidade de horário costuma esperar semanas de ação. Encartes de Lidl, E.Leclerc e Carrefour são “folheados” digitalmente, com capturas de tela e, em alguns casos, listas de compras montadas diretamente a partir das ofertas. Assim, cria-se um roteiro: primeiro a rede com as figuras mais baratas; depois, talvez, uma paragem (parada) extra para pegar marcas conhecidas em promoção.

Chocolate de Páscoa por menos de 10 euros: exemplos comuns no desconto

Uma parte importante da análise foca em produtos que ficam abaixo de 10 euros. É justamente aí que a Lidl tenta se destacar com itens sazonais. Entre os exemplos citados no levantamento, aparecem:

  • um coelho grande de chocolate ao leite por 9,99 euros
  • um ovo crocante com bolinhas coloridas crocantes no interior por 5,49 euros
  • kits com várias peças, incluindo suportes de ovo (tipo “porta-ovo”) preenchidos com ovinhos de chocolate por 3,99 euros

Considerando o orçamento médio de 51 euros por domicílio, dá para montar um cesto relativamente completo. Num cenário de compra para três crianças, por exemplo, é possível prever uma figura maior para cada uma e ainda acrescentar vários pacotes menores - mantendo-se próximo da média indicada.

Estratégias práticas para reduzir o gasto com chocolate de Páscoa

Além dos números, o estudo aponta, na prática, caminhos para “domar” o custo da Páscoa. Entre as táticas mais comuns:

  • Planejar com antecedência: começar a comparar semanas antes aumenta a chance de pegar mais promoções.
  • Comparar encartes: apps e catálogos on-line mostram rapidamente onde ovos e figuras estão em oferta.
  • Experimentar marcas próprias: muitas vezes são bem mais baratas e, no sabor, ficam mais próximas das marcas famosas do que se imagina.
  • Definir um teto por criança: um valor fixo evita compras por impulso motivadas por embalagens “fofas”.
  • Dividir embalagens maiores: sacos grandes de miniovos rendem e podem ser distribuídos entre vários ninhos.

Um ponto extra que ajuda (e que costuma ser esquecido) é alinhar expectativas com as crianças: quando elas entendem que haverá um “plano” de presentes - por exemplo, uma figura principal e alguns complementos - diminui a pressão por comprar tudo o que aparece na gôndola.

Por que a compra presencial domina no chocolate de Páscoa

Um dado chama atenção: quase todo mundo compra chocolate de Páscoa na loja física, não on-line. 99% afirmam comprar presencialmente. Há vários motivos para isso.

Primeiro, muita gente quer ver o produto de perto: há rachaduras? a embalagem está limpa? a figura parece bem acabada? Segundo, existem os itens de “pegar e levar” - um mimo para colega do trabalho ou para a vizinha frequentemente entra no carrinho só no caixa. Terceiro, para itens sazonais relativamente baratos, a compra on-line costuma perder sentido por causa de frete e prazo de entrega.

O que significa “hard discount” no dia a dia

O estudo usa a expressão do varejo “hard discount” para descrever redes com sortimento mais enxuto, forte presença de marcas próprias, lojas com estrutura simples e foco em preços agressivos. Esses formatos tendem a ir bem na comparação de Páscoa porque frequentemente usam itens sazonais como chamariz.

Para famílias, isso significa o seguinte: ao ir diretamente a esse tipo de loja, é comum encontrar as figuras mais em conta - porém com uma seleção mais limitada. As marcas clássicas até aparecem, mas quase sempre com preço bem acima das opções de marca própria.

Atenção ao poupar: qualidade, açúcar e sustentabilidade

Quando o preço vira o critério central, é fácil deixar outros pontos em segundo plano. Três aspectos que podem ser afetados:

  • Teor de açúcar: produtos muito baratos podem apostar mais em açúcar, gorduras vegetais e aromatizantes.
  • Sustentabilidade: cacau de origem problemática ou sem certificação pode estar por trás de preços baixos.
  • Resíduos de embalagem: plásticos e embalagens elaboradas geram mais lixo e custo - nem sempre com ganho real no sabor.

Uma forma de equilibrar é fazer um “mix” de orçamento: parte vai para marcas próprias (para completar os ninhos) e uma parcela menor fica destinada a chocolates de maior qualidade ou com certificação de comércio justo para as figuras principais.

Em mercados mais quentes, vale ainda considerar um detalhe prático: escolher horários de compra e transporte que reduzam exposição ao calor ajuda a evitar chocolate derretido e desperdício - principalmente quando há ovos e figuras mais delicados no carrinho.

Conclusão: orçamento definido e escolha de rede com consciência

A pesquisa reforça que, para gastar menos na Páscoa, é difícil ignorar os discounters. A Lidl aparece como a principal referência de chocolate de Páscoa com preço baixo, seguida de E.Leclerc e Carrefour. Com um limite de gasto bem definido, comparação de encartes e flexibilidade para alternar entre marcas, dá para montar um bom cesto sem transformar abril numa armadilha financeira de chocolate.

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