O Hyundai Tucson já ultrapassou a marca de 1,4 milhão de unidades vendidas desde que estreou no mercado europeu. Apenas em 2024, foram mais de 155 mil emplacamentos, desempenho que o colocou como o Hyundai mais vendido na Europa.
Boa parte desse resultado costuma ser atribuída a uma combinação difícil de errar: porte adequado para a maioria das famílias (sem chegar ao tamanho do Santa Fe), pacote de equipamentos de série bem completo, preço agressivo e uma gama de motorizações que atende a (quase) todo tipo de uso. Em resumo, um “manual” de sucesso no segmento de SUV.
Como a geração atual já passou por uma atualização, o próximo Tucson que a Hyundai deve apresentar será, de fato, uma nova geração - e ela já apareceu em testes dinâmicos com camuflagem.
Hyundai Tucson: linhas mais robustas e carroceria mais “quadrada”
Mesmo escondendo detalhes finos, a camuflagem deixa claro um direcionamento: o novo Hyundai Tucson tende a abandonar o visual mais arredondado. A expectativa é de uma carroceria com vincos mais fortes e superfícies mais retas, reforçando uma aparência ainda mais robusta.
As mudanças mais perceptíveis devem ficar na dianteira. Assim como ocorre no Santa Fe maior, o próximo Tucson parece adotar uma frente mais vertical e um capô com desenho mais plano do que o do modelo atual. Apesar disso, a solução de iluminação com elementos separados (os faróis bipartidos, com a divisão entre os faróis principais e a assinatura luminosa) deve continuar.
Na lateral, chamam atenção os para-lamas mais salientes e uma linha de cintura mais alta, que acompanha o SUV de ponta a ponta. Já na traseira, mesmo com volumes “inflados” pela camuflagem pesada, o conjunto não indica uma mudança radical de proposta: segue claramente com proporções típicas de SUV.
Vale observar que esse tipo de protótipo costuma esconder, principalmente, detalhes de acabamento e identidade visual (como desenho de lanternas e grade). Ainda assim, as proporções gerais e a postura do carro - altura, balanços e musculatura - costumam ser sinais bem confiáveis do rumo estético.
Interior com Pleos OS, telas e assistente de IA “Gleo”
Por dentro, de acordo com o Korean Car Blog, a próxima geração do Tucson deve estrear o novo sistema operacional Pleos OS, com a promessa de elevar o padrão de experiência digital a bordo. A tendência é que o painel traga uma tela panorâmica 16:9 e uma interface pensada para ser tão intuitiva quanto a de um smartphone.
Outra estreia relevante apontada é a chegada de um sistema de condução autónoma de nível 2.5. Somando-se a isso, o SUV deverá oferecer o assistente de IA (inteligência artificial) chamado “Gleo”, com uma interface conversacional em linha com o que se popularizou com o ChatGPT.
Nesse cenário, também é razoável esperar uma evolução de recursos conectados - como serviços online mais integrados e atualizações remotas - já que a adoção de um novo sistema operacional costuma vir acompanhada de mais possibilidades de personalização e de melhorias contínuas de software.
Fim do Diesel e foco total em eletrificação
Na parte mecânica, a futura geração do Hyundai Tucson deve encerrar completamente as opções Diesel. No lugar, a marca deve concentrar a oferta apenas em soluções mild-hybrid, híbridos e híbridos plug-in.
No caso do híbrido plug-in, a expectativa é de um salto importante: pela primeira vez, a autonomia no modo elétrico pode superar 100 km (WLTP). Ainda não há especificações confirmadas, mas os indícios apontam para uma bateria de maior capacidade. Já o motor a combustão deve ser uma evolução do atual 1.6 turbo a gasolina presente no Tucson vendido hoje.
Quando chega?
Com o codinome NX5, a estreia da nova geração do Hyundai Tucson é esperada para o terceiro trimestre de 2026, com chegada efetiva às lojas no ano seguinte.
Sobre preços, considerando que a gama deve ser composta exclusivamente por motorizações eletrificadas, a projeção é de valores um pouco acima dos 36 mil euros cobrados pela geração atualmente à venda.
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